Uso de Medicamentos para TDAH Dispara entre Adultos no Reino Unido

O uso de medicamentos para o tratamento do Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH) registou um aumento significativo no Reino Unido na última década, sobretudo entre adultos, com destaque para as mulheres com mais de 25 anos.

Imagem ilustrativa que indicaria medicamentos para TDAH
Uso de Medicamentos para TDAH Dispara entre Adultos no Reino Unido © Atlascompany via freepik

Dados recentes indicam que a percentagem de pessoas a tomar fármacos para TDAH triplicou entre 2010 e 2023, passando de 0,12% para 0,39%.

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Entre os adultos com mais de 25 anos, o aumento foi ainda mais expressivo, subindo de 0,01% para cerca de 0,2% no mesmo período. Investigadores da Universidade de Oxford afirmam que este crescimento corresponde a mais de 20 vezes entre mulheres e 15 vezes entre homens nesta faixa etária, refletindo uma maior consciencialização sobre o TDAH em adultos.

Reino Unido lidera crescimento na Europa

O estudo analisou taxas de prescrição de medicamentos para TDAH em cinco países europeus — Bélgica, Alemanha, Países Baixos, Espanha e Reino Unido — com base em dados de quase 200 mil pessoas, incluindo mais de 31 mil no Reino Unido. Segundo os autores, publicados na revista The Lancet, o aumento mais pronunciado verificou-se no Reino Unido, com crescimento também observado entre crianças (3 a 11 anos) e adolescentes.

O metilfenidato, comercializado sob marcas como Ritalina, Concerta, Delmosart, Equasym e Medikinet, revelou-se o fármaco mais prescrito em todos os países estudados. Os investigadores alertam ainda para a escassez mundial de medicamentos para TDAH desde setembro de 2023, sublinhando que uma análise mais aprofundada das tendências de prescrição pode ajudar a antecipar a procura, agilizar respostas e reduzir o risco de rupturas de stock.

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O Secretário da Saúde britânico, Wes Streeting, declarou que, em dezembro último, encomendou uma revisão independente sobre o aumento da procura por serviços de saúde mental, TDAH e autismo, com foco nas taxas de diagnóstico e no apoio disponível aos pacientes.

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