As autoridades europeias investigam uma série de incêndios provocados por pacotes “auto-incendiários”, incluindo um incidente num centro da DHL em Birmingham, ocorrido em julho de 2024. A polícia metropolitana do Reino Unido informou que a investigação envolve vários países, depois de “vários incêndios relacionados com cargas” terem sido registados na Europa.

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Um comunicado conjunto de investigadores europeus revelou que quatro pacotes enviados da Lituânia para o Reino Unido e a Polónia incendiaram-se ou explodiram durante o transporte. Um deles incendiou-se no aeroporto de Leipzig, na Alemanha, outro explodiu dentro de um camião na Polónia, um foi apreendido intacto e o quarto corresponde ao incidente em Birmingham.

“Pacotes de teste” foram igualmente enviados para os Estados Unidos e Canadá, enquanto dois outros pacotes destinados à América do Norte foram interceptados em Amesterdão.

Suspeita de envolvimento de inteligência militar russa
A Deputy Assistant Commissioner Vicki Evans afirmou que se acredita que a inteligência militar russa está por trás destes ataques. O Reino Unido já deteve, no ano passado, um cidadão romeno de 38 anos sob suspeita de colaborar com uma agência de inteligência estrangeira; embora tenha sido libertado, permanece sob investigação.
Até agora, 22 suspeitos foram identificados na Lituânia e na Polónia por alegadamente atuarem em nome da inteligência militar russa, segundo a Eurojust, órgão judicial da União Europeia. Os suspeitos terão sido recrutados e instruídos através de um serviço de mensagens online, realizando tarefas divididas e muitas vezes remuneradas com criptomoedas. A investigação revela ainda que estes indivíduos provinham de várias nações eslavas e bálticas e se encontravam frequentemente em situações socioeconómicas vulneráveis.
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Dois suspeitos irão agora a julgamento ainda este ano, no âmbito de um inquérito que envolveu cinco países: Reino Unido, Alemanha, Países Baixos, Polónia e Lituânia. DAC Evans sublinhou a importância da cooperação internacional:
“A força desta colaboração permitiu identificar o que acreditamos ser a participação da inteligência militar russa numa série de incidentes em toda a Europa. Continuamos a trabalhar estreitamente com os nossos parceiros para garantir a segurança do setor e do público.”

