Sector não petrolífero representa 70% do PIB

O sector não petrolífero passou a representar cerca de 70 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), consolidando-se como um dos principais pilares do crescimento económico nacional. A informação foi avançada pelo ministro de Estado durante a abertura do Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, onde destacou os progressos alcançados no processo de diversificação da economia.

O sector não petrolífero
Sector não petrolífero representa 70% do PIB © Direitos Reservados

Segundo o governante, este crescimento tem sido impulsionado por sectores estratégicos como a Agricultura, o Comércio, a Energia, a Mineração e os Serviços, que registaram desempenhos positivos e contribuíram para reduzir a dependência do petróleo enquanto principal fonte de receitas do país. O reforço destas áreas tem permitido maior estabilidade económica e maior capacidade de resposta a choques externos.

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No seu discurso, o ministro sublinhou a importância de garantir que os resultados do crescimento económico tenham impacto directo na vida da população. “É absolutamente necessário assegurar que os ganhos do crescimento económico se traduzam de forma mais directa e positiva na melhoria das condições de vida dos cidadãos, promovendo uma prosperidade partilhada”, afirmou.

Turismo assume papel central na criação de emprego

No âmbito da sua intervenção, José de Lima Massano destacou o turismo como um sector estratégico para o desenvolvimento sustentável, dada a sua elevada capacidade de gerar emprego e dinamizar economias locais. O ministro sublinhou que se trata de um sector intensivo em mão-de-obra, com potencial para estimular o empreendedorismo, promover a inclusão social e reduzir as assimetrias regionais.

O responsável governamental reforçou ainda que o turismo contribui para a valorização do património cultural, histórico e natural do país, funcionando como um motor de desenvolvimento em várias províncias. Para o ministro, o crescimento do turismo deve ser acompanhado por investimentos em infra-estruturas, formação profissional e melhoria da qualidade dos serviços prestados.

Alinhamento com planos nacionais de desenvolvimento

José de Lima Massano referiu que os dados mais recentes apontam para uma trajectória positiva do sector do turismo, o que reforça a confiança no cumprimento antecipado das metas estabelecidas no Plano Nacional de Fomento ao Turismo (PLANATUR). Este instrumento estratégico está alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023–2027 e com a Estratégia de Longo Prazo Angola 2050.

O governante explicou que estes planos visam consolidar uma economia mais diversificada, resiliente e sustentável, com maior participação do sector privado e criação de oportunidades para jovens e mulheres. O reforço do sector não petrolífero surge, assim, como um elemento-chave para o crescimento económico inclusivo.

Crescimento económico e prosperidade partilhada

Na sua intervenção, o ministro defendeu que o crescimento económico deve ser acompanhado por políticas que promovam a distribuição equitativa da riqueza e o aumento do rendimento das famílias. Segundo afirmou, só desta forma será possível garantir uma prosperidade partilhada e melhorar de forma efectiva o bem-estar dos cidadãos.

José de Lima Massano
Crescimento económico e prosperidade partilhada © Direitos Reservados

O Conselho Consultivo do Ministério do Turismo reuniu responsáveis governamentais, representantes do sector privado e especialistas, com o objectivo de avaliar o desempenho do sector e definir estratégias para reforçar o seu contributo para a economia nacional.

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O Executivo considera que o fortalecimento do sector não petrolífero, aliado ao crescimento sustentado do turismo, representa um passo decisivo para a consolidação de um modelo económico mais equilibrado, menos vulnerável às flutuações do mercado petrolífero e orientado para o desenvolvimento de longo prazo.

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