Recluso morre após agressão no Estabelecimento Prisional do Linhó

Um recluso de 24 anos morreu na madrugada deste sábado no Estabelecimento Prisional do Linhó, na sequência de uma agressão perpetrada pelo companheiro de cela, que terá utilizado um ferro retirado da estrutura de uma cama para o atingir na cabeça.

Um recluso de 24 anos morreu na madrugada deste sábado
Recluso morre após agressão no Estabelecimento Prisional do Linhó © Direitos reservados

De acordo com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), o episódio ocorreu após uma altercação entre os dois homens, que partilhavam o mesmo espaço de reclusão. As circunstâncias concretas do desentendimento ainda estão a ser apuradas, mas a agressão terá sido suficientemente violenta para provocar lesões graves e irreversíveis na vítima.

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O alerta foi dado por um guarda prisional durante o procedimento rotineiro de abertura das celas, nas primeiras horas da manhã. Ao aperceber-se da gravidade da situação, o funcionário acionou de imediato os mecanismos internos de emergência. A enfermeira de serviço deslocou-se ao local e confirmou a ausência de sinais vitais, sendo prontamente ativado o protocolo previsto para ocorrências críticas no interior do estabelecimento.

INEM confirma óbito e Polícia Judiciária assume investigação

O INEM foi chamado ao estabelecimento prisional, mas apenas pôde declarar o óbito. A GNR de Alcabideche assegurou os procedimentos iniciais, incluindo a preservação do local, até à chegada da Polícia Judiciária, que assumiu a investigação criminal.

A vítima encontrava-se a cumprir uma pena de sete anos e sete meses de prisão. O alegado agressor, de 25 anos, estava condenado a oito anos e nove meses por outros ilícitos e foi imediatamente sujeito a medida cautelar de confinamento. Aguarda agora decisão quanto à sua eventual transferência para um regime de segurança mais restritivo, enquanto decorrem as diligências processuais.

Apuramento de responsabilidades e avaliação de segurança interna

A investigação em curso pretende determinar a sequência exata dos acontecimentos, identificar a motivação do conflito e apurar de que forma foi possível remover um elemento da estrutura da cama e utilizá-lo como arma. Estão igualmente a ser avaliadas as condições de vigilância, os mecanismos de prevenção de conflitos e os procedimentos de segurança aplicáveis à ala onde ocorreu o incidente.

A DGRSP deverá colaborar com as autoridades judiciárias, facultando toda a informação necessária para o esclarecimento do caso. O inquérito conduzido pela Polícia Judiciária irá apurar eventuais responsabilidades criminais adicionais e avaliar se existiram falhas no controlo interno ou na gestão da convivência entre os reclusos.

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Este episódio reacende o debate sobre a segurança no sistema prisional português, nomeadamente quanto à prevenção de atos de violência em contexto de reclusão e à necessidade de reforço de mecanismos de monitorização e mediação de conflitos. As autoridades garantem que estão a acompanhar a situação e que serão adotadas as medidas consideradas adequadas para evitar a repetição de ocorrências semelhantes.

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