Ataque aéreo atinge escola primária no Irão e provoca várias mortes

Pelo menos cinco raparigas morreram na sequência de um ataque aéreo contra a Escola Primária Feminina de Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irão, segundo informações avançadas por autoridades locais e divulgadas pela comunicação social internacional.

Pelo menos cinco raparigas morreram
Ataque aéreo atinge escola primária no Irão e provoca várias mortes © X

O bombardeamento terá ocorrido durante a manhã, apanhando a comunidade escolar de surpresa. Um responsável local, citado por meios de comunicação estrangeiros, afirmou que “cinco estudantes foram martirizadas” no ataque, atribuindo a ofensiva ao que designou como “regime sionista”, numa referência a Israel.

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Contudo, a agência estatal IRNA apresentou um balanço muito superior, indicando que mais de 40 pessoas terão perdido a vida no local e que pelo menos 45 ficaram feridas. Não foram fornecidos detalhes sobre a gravidade dos ferimentos nem confirmação independente destes números, o que mantém incerteza quanto à dimensão exata da tragédia.

Minab é considerada uma área sensível do ponto de vista estratégico, sendo apontada como local onde existe uma base associada ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A eventual proximidade de infraestruturas militares poderá ter contribuído para a escolha do alvo, embora não exista, até ao momento, confirmação oficial por parte das autoridades israelitas sobre o ataque específico à escola.

Operação militar conjunta e agravamento das tensões regionais

As Forças de Defesa de Israel anunciaram ter conduzido ataques contra vários alvos no oeste do Irão no âmbito da operação conjunta denominada “Operation Roaring Lion”, realizada em coordenação com forças norte-americanas. Um responsável israelita confirmou que a ofensiva estava a ser planeada há vários meses e que os seus objetivos estratégicos são mais abrangentes do que os de anteriores ações militares.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu publicamente o Corpo da Guarda Revolucionária para depor armas, sob pena de enfrentar “morte certa”. No mesmo discurso, declarou que pretende reduzir drasticamente a capacidade militar iraniana e apelou aos cidadãos iranianos para se mobilizarem contra o Governo liderado pelo ayatollah Ali Khamenei.

Estas declarações surgem num contexto de crescente confrontação entre Washington, Telavive e Teerão, com sucessivas trocas de acusações e operações militares nos últimos meses. A ofensiva atual é descrita por fontes israelitas como parte de uma estratégia mais ampla para neutralizar ameaças consideradas prioritárias.

Fuga em massa de Teerão e incerteza sobre paradeiro de Ali Khamenei

Em Teerão, a capital iraniana, registaram-se extensos congestionamentos nas principais autoestradas, à medida que milhares de residentes procuravam abandonar a cidade após relatos de novos ataques aéreos durante o fim de semana. O clima de incerteza e receio intensificou-se com notícias de que vários locais considerados estratégicos teriam sido visados.

Imagens de satélite citadas pela imprensa internacional indicam que a residência do líder supremo, Ali Khamenei, terá sido totalmente destruída num bombardeamento. Segundo as mesmas fontes, o ayatollah não se encontrava no local no momento do ataque, tendo sido previamente transferido para uma localização considerada segura. Khamenei não é visto em público há vários dias, o que tem alimentado especulações sobre a sua situação e sobre a estabilidade interna do regime.

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A comunidade internacional acompanha com apreensão o evoluir dos acontecimentos, temendo que a escalada militar possa alastrar a outros países da região. Organizações humanitárias alertam para o impacto devastador dos confrontos sobre a população civil, especialmente crianças, como no caso da escola atingida em Minab.

Até ao momento, não foi anunciada qualquer iniciativa formal de mediação diplomática que permita travar o agravamento do conflito, num cenário que ameaça aprofundar ainda mais a instabilidade no Médio Oriente.

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