Portugal reforça meios no combate a incêndios rurais em 2026

Portugal prepara-se para enfrentar a época crítica de incêndios rurais em 2026 com um ligeiro aumento de recursos face ao ano anterior. O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) prevê, entre 1 de julho e 30 de setembro — período denominado “nível Delta” —, a mobilização de 15.064 operacionais e 76 meios aéreos. A Diretiva Operacional Nacional (DON), aprovada esta sexta-feira pela Comissão Nacional de Proteção Civil, presidida pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, estabelece a organização, os procedimentos e a articulação entre os diferentes corpos de intervenção para assegurar uma resposta rápida e eficaz.

Portugal prepara-se para enfrentar a época crítica
Portugal reforça meios no combate a incêndios rurais em 2026 © Carlos Barros/Lusa

O dispositivo terrestre contará com 2.576 equipas, 3.438 viaturas e 50 máquinas de rastos — um aumento de 24 unidades relativamente a 2025 —, sendo este o reforço mais significativo deste ano. Os meios aéreos, disponíveis entre 1 de junho e 30 de setembro, incluem helicópteros bombardeiros ligeiros, médios e pesados, aviões bombardeiros médios e pesados, aeronaves de reconhecimento e coordenação, bem como sistemas de aeronaves não tripuladas, destinados à vigilância, deteção e combate direto aos incêndios.

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Estrutura e mobilização dos operacionais

O DECIR envolve operacionais de múltiplos organismos. Entre eles estão 11.409 bombeiros voluntários, com capacidade de mobilizar até 21.623 elementos em caso de necessidade. Integram ainda o dispositivo a Força Especial de Proteção Civil, militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, Forças Armadas, sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, bem como trabalhadores da empresa AFOCELCA, especializada em proteção florestal.

O primeiro reforço de meios decorrerá entre 15 e 31 de maio, com 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos. A 1 de junho haverá um novo aumento de recursos, culminando a 1 de julho com a plena capacidade do DECIR, que se manterá até ao final de setembro. A Diretiva sublinha que os meios definidos poderão ser ajustados face a alterações significativas do risco de incêndio, garantindo flexibilidade na resposta às condições do terreno e à evolução do risco.

Objetivos, articulação e vigilância integrada

A diretiva estabelece a organização do DECIR de forma a assegurar a eficácia das ações no terreno, a coordenação entre os diversos corpos e a gestão integrada dos recursos terrestres e aéreos. A implementação da Diretiva Integrada de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais 2026 complementa o DECIR, reforçando a prevenção, a deteção precoce e a monitorização dos focos de incêndio.

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A mobilização de equipamentos e operacionais será acompanhada por uma clara divisão entre meios em permanência e aqueles que poderão ser mobilizados em 24 horas, garantindo rapidez de intervenção em situações críticas. O reforço de meios terrestres e aéreos, especialmente das máquinas de rastos e helicópteros bombardeiros, traduz o empenho do país em minimizar o impacto dos incêndios florestais e proteger pessoas, bens e ecossistemas.

O DECIR será apresentado oficialmente pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, na próxima segunda-feira, em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, assinalando o início da preparação para a época de maior risco de incêndios em Portugal.

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