Um pai e um filho foram condenados a penas de prisão após provocarem um acidente mortal, na sequência de um episódio de fúria rodoviária sob efeito de álcool, que resultou na morte de uma criança de quatro anos e deixou o pai da vítima permanentemente incapacitado de andar.

O incidente ocorreu a 1 de junho do ano passado, em Northfleet, no condado de Kent, após várias horas de consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Segundo o tribunal de Maidstone, Owen Maughan, de 27 anos, terá ingerido cerca de 12 bebidas alcoólicas, enquanto o seu pai, Patrick Maughan, de 54 anos, consumiu 13 canecas de cerveja ao longo de seis horas e meia.
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Após esse período, Owen conduzia uma carrinha pick-up quando ambos se envolveram numa altercação com familiares que seguiam noutro veículo, regressando de um passeio em família.
Perseguição e colisão causaram morte de criança
Imagens de câmara de bordo captaram o momento em que os dois veículos circulavam lado a lado na estrada A2, com trocas de palavras entre os ocupantes. Durante vários quilómetros, Owen perseguiu e intimidou o outro veículo, conduzido por um familiar.
A dada altura, o condutor entrou na faixa contrária e embateu lateralmente na viatura da família a cerca de 96 km/h, provocando o seu capotamento por três vezes. A colisão ocorreu nas imediações de New Barn Road, em Northfleet.
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A criança, que seguia no banco traseiro juntamente com a irmã de um ano, foi projetada para fora do veículo. Sofreu ferimentos graves na cabeça, no tórax e no abdómen, que se revelaram fatais. O pai sobreviveu, mas com lesões severas, incluindo uma fratura no crânio, que o deixaram incapaz de voltar a andar.
A mãe descreveu o filho como uma criança alegre e lamentou profundamente a perda, referindo que este “não teve oportunidade de viver a sua vida” nem de cumprir marcos básicos da infância.
Fuga do local e condenação por homicídio involuntário
Após o acidente, os dois arguidos abandonaram o local antes da chegada das autoridades. Imagens de videovigilância mostraram Patrick a remover a matrícula da viatura, posteriormente encontrada abandonada e danificada.
Durante o julgamento, Owen alegou desconhecer a presença de crianças no veículo atingido, versão rejeitada pelo juiz, que considerou provado que o arguido tinha consciência da situação e agiu de forma deliberada, motivado por raiva.
O tribunal absolveu ambos da acusação de homicídio, mas condenou-os por homicídio involuntário. Patrick foi ainda considerado culpado de causar ofensas corporais graves ao pai da criança.
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As penas fixadas foram superiores a 12 anos de prisão para Owen e 18 anos para Patrick. Ambos ficaram igualmente proibidos de conduzir após cumprirem as respetivas penas.
A família da vítima afirmou que a perda teve um impacto devastador, com o pai a admitir viver agora com ansiedade e medo constante em situações de condução.

