Cinco mulheres foram detidas pela Polícia espanhola na sequência de uma agressão ocorrida num bar em Benavente, na província de Leão, Espanha. As suspeitas, com idades entre os 18 e os 24 anos, estão indiciadas pelos crimes de agressão e tumulto, após um episódio de violência com motivações transfóbicas registado na noite de 21 de março.

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A vítima, Bianca Lizbeth Fernández, denunciou publicamente o ataque nas redes sociais, relatando ter sido alvo de insultos homofóbicos e transfóbicos, bem como de agressões físicas violentas. Segundo as autoridades, a jovem sofreu vários hematomas no rosto e esteve em risco de perder um olho devido à gravidade dos ferimentos.
Relato da vítima e gravidade dos ferimentos
De acordo com o testemunho da vítima, o incidente começou quando tentou utilizar a casa de banho do estabelecimento, sendo confrontada por um grupo de mulheres que alegaram que não podia fazê-lo por ser “um homem”, acompanhando a situação com insultos discriminatórios. Perante a tensão, Bianca refugiou-se inicialmente num cubículo, mas acabou por ser novamente confrontada no exterior.
A jovem descreveu que foi atacada por várias pessoas, num grupo que alegadamente incluía entre oito a dez indivíduos, tendo sido atingida com uma garrafa na cabeça, além de agressões como puxões de cabelo e pontapés no rosto. A vítima relatou ainda ter ouvido gritos que indicavam a escalada da violência durante o ataque.
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Após o incidente, foi assistida num centro de saúde local e posteriormente transferida para um hospital, onde recebeu tratamento para múltiplas lesões e foi submetida a uma cirurgia de emergência com o objetivo de evitar danos permanentes no olho afetado. Para além dos danos físicos, a jovem refere estar a lidar com consequências emocionais significativas.
Reações e mobilização contra discurso de ódio
A organização Plataforma Trans classificou o ataque como extremamente violento, sublinhando que a vítima esteve em risco de vida. Em declarações à imprensa, a entidade alertou para o aumento do discurso de ódio contra pessoas trans, associando este tipo de violência a um contexto social e político mais amplo.
Face ao sucedido, foi convocada uma manifestação em Madrid, inserida num conjunto de iniciativas que antecedem o Dia Internacional da Visibilidade Trans, assinalado a 31 de março. A mobilização pretende chamar a atenção para a necessidade de reforçar a proteção e os direitos da comunidade LGBTQ+, bem como combater a violência motivada por preconceito.
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O caso surge também num contexto legislativo sensível em Castela e Leão, a única região espanhola sem legislação específica para a comunidade LGBTQ+, um fator que organizações de defesa dos direitos humanos consideram relevante no debate sobre proteção legal e inclusão social.

