Pelo menos 12 militares norte-americanos ficaram feridos na sequência de um ataque com míssil iraniano contra a base aérea de Prince Sultan, na Arábia Saudita, num novo episódio de escalada do conflito em curso no Médio Oriente.

Segundo informações avançadas, o ataque provocou ainda ferimentos graves em duas pessoas e danos em equipamento militar dos Estados Unidos, incluindo aeronaves estacionadas na base. As autoridades militares norte-americanas estão a avaliar a extensão total dos prejuízos.
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A mesma instalação já tinha sido atingida a 1 de março, num ataque que resultou na morte do sargento do Exército dos EUA Benjamin N. Pennington, de 26 anos, aumentando a preocupação em torno da segurança das forças norte-americanas na região.
Desde o início do conflito, mais de 300 cidadãos norte-americanos terão ficado feridos, num contexto de ataques e retaliações sucessivas que têm afetado vários países do Médio Oriente.
Intensificação do conflito e entrada do Iémen no cenário de guerra
A atual guerra terá sido desencadeada pela operação militar norte-americana “Operation Epic Fury”, lançada a 28 de fevereiro, à qual o Irão respondeu com uma série de ataques retaliatórios distribuídos por diferentes pontos da região.
A situação agravou-se ainda mais com a confirmação de que o Iémen lançou um ataque contra Israel, marcando a primeira intervenção direta do país no conflito. Este desenvolvimento é visto como um fator adicional de instabilidade, ampliando o risco de alastramento da guerra.
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No plano político e diplomático, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o conflito poderá estar perto do fim, sugerindo que a guerra poderá terminar “em semanas, não meses”. Rubio garantiu ainda que os objetivos militares definidos por Washington estão próximos de ser alcançados.
Por seu lado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a NATO, considerando que a falta de apoio dos aliados constituiu um “erro grave” e descrevendo a organização como um “tigre de papel”, numa declaração que gerou forte repercussão internacional.
Irão promete retaliação e alerta para nova escalada regional
As autoridades iranianas têm vindo a intensificar as suas acusações contra Israel, alegando ataques a infraestruturas estratégicas, incluindo instalações industriais, centrais elétricas e locais associados ao programa nuclear civil.
Segundo Teerão, alguns destes ataques terão atingido instalações desativadas de investigação nuclear e unidades de produção industrial, embora a Organização de Energia Atómica do Irão assegure que não houve vítimas nem risco de contaminação.
Ainda assim, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, declarou que o Irão irá “exigir um preço elevado” pelas ações militares atribuídas a Israel, acusando ainda os Estados Unidos de violarem prazos diplomáticos previamente estabelecidos.
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A nível internacional, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, alertou para a possibilidade de uma nova escalada nos próximos dias, sublinhando que, com base em informações de aliados, a estabilização da região parece cada vez mais improvável.
Com ataques cruzados, envolvimento de novos atores regionais e retórica cada vez mais agressiva entre as partes, o conflito no Médio Oriente continua a agravar-se, sem sinais claros de desescalada no curto prazo.

