Angola e Brasil vão realizar uma missão técnica conjunta entre 25 de maio e 3 de junho com o objetivo de reforçar os cuidados de saúde e acelerar a formação de profissionais no sistema hospitalar angolano. A iniciativa integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS-UIP) e abrangerá várias províncias do país.

A missão decorrerá nas províncias de Luanda, Icolo e Bengo, Huíla, Cunene e Namibe, envolvendo visitas hospitalares, avaliações institucionais e sessões de intercâmbio científico entre especialistas angolanos e brasileiros.
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Missão Angola-Brasil vai avaliar hospitais e formar profissionais
De acordo com um comunicado enviado ao Jornal de Angola Online, a missão contará com representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), da CGE, além de equipas técnicas angolanas e especialistas brasileiros.
Entre as principais unidades hospitalares incluídas na agenda estão o CETEP, o Hospital Bispo Emílio de Carvalho, o Hospital Heróis de Kifangondo, o Hospital Reverendo Pereira Inglês, o Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, o Hospital Materno Infantil e o Hospital Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes.
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O principal objetivo passa pelo fortalecimento da capacidade técnica das unidades sanitárias angolanas, através da troca de conhecimento, da formação especializada e da modernização dos serviços hospitalares.
Formação médica e especialização estão entre as prioridades
Durante as conversações entre as delegações dos dois países, foram identificadas várias áreas prioritárias para aprofundar a cooperação bilateral no setor da saúde.
Entre os principais pontos discutidos destacam-se a formação de médicos especialistas, a capacitação de enfermeiros e técnicos de saúde, o desenvolvimento de programas de transplantes e o reforço da produção de medicamentos.
As autoridades analisaram ainda a expansão de estágios especializados e o fortalecimento da formação prática em ambiente hospitalar, considerada essencial para melhorar a qualidade dos cuidados de saúde em Angola.
A ministra angolana da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu a necessidade de alterar progressivamente o atual modelo de formação, apostando numa presença mais regular de especialistas brasileiros em território angolano durante períodos de curta, média e longa duração.
Segundo a governante, esta estratégia permitirá consolidar um sistema contínuo de formação local, reforçar a transferência sustentável de conhecimento e acelerar a modernização das infraestruturas sanitárias do país.
Cooperação foi discutida durante Assembleia Mundial da Saúde
O reforço da parceria entre Angola e Brasil foi definido durante um encontro entre a ministra da Saúde angolana, Sílvia Lutucuta, e o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, realizado à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra.
Durante o encontro, a delegação brasileira revelou que o Brasil reativou recentemente a unidade de queimados mais antiga do país, localizada no Rio de Janeiro, depois de vários anos encerrada.
Neste contexto, o Brasil manifestou disponibilidade imediata para apoiar Angola na formação especializada e na assistência técnica na área do tratamento de queimados, considerada prioritária pelas autoridades angolanas.
Angola reforça cooperação na saúde com Portugal
Além da cooperação com o Brasil, Angola mantém igualmente conversações com Portugal para aprofundar a colaboração no setor da saúde.
Num encontro reservado com a ministra da Saúde portuguesa, Ana Paula Martins, Sílvia Lutucuta avaliou os avanços do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, considerado um dos principais instrumentos de cooperação bilateral entre os dois países nesta área.
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As duas delegações centraram as discussões no reforço da formação especializada de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde, sobretudo em áreas altamente diferenciadas, como cirurgia plástica, cuidados intensivos, medicina familiar e tratamento de queimados.
Foram ainda analisados mecanismos destinados a facilitar a mobilidade de profissionais, acelerar processos administrativos e expandir programas de estágio especializado.
A ministra angolana destacou a importância de consolidar um modelo sustentável de formação contínua, permitindo que especialistas estrangeiros permaneçam mais tempo em Angola para garantir uma transferência efetiva de conhecimento e fortalecer o sistema nacional de saúde.

