O médico do NHS, Ju Young Um, de 34 anos, foi expulso do registo médico após ter instalado câmaras secretas para espiar colegas de trabalho e inquilinos. Os dispositivos estavam escondidos em ambientadores e num detector de fumo, tanto no seu apartamento como na habitação de funcionários do Dumfries and Galloway Royal Infirmary.

Entre novembro de 2020 e agosto de 2023, Um filmou 30 pessoas, incluindo 21 homens e nove mulheres, quatro das quais também médicas. Inicialmente, alegou que o objetivo das gravações era comparar-se com outros homens devido a inseguranças relacionadas com o tamanho do seu pénis. Contudo, durante o julgamento disciplinar, admitiu que as suas ações tinham uma clara motivação sexual, associada ao prazer derivado da visualização das imagens, reconhecendo o impacto negativo sobre as vítimas.
PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
O primeiro episódio registado ocorreu através de uma janela, enquanto a vítima tomava banho, usando apenas um telemóvel. Mais tarde, Um alugou um quarto do seu apartamento através da plataforma Airbnb, sendo descoberto quando uma das vítimas suspeitou de dois ambientadores colocados de forma a filmar a sanita e o chuveiro. O caso revela a natureza premeditada e persistente das ações do médico, que violaram de forma grave a privacidade de colegas e residentes.
Tribunal considera elevado risco e determina expulsão
O Tribunal do Medical Practitioners Tribunal Service decidiu apagar o nome de Um do registo profissional, considerando que o seu comportamento representa um “alto risco” para a proteção pública. A presidente do tribunal, Claire Lindley, afirmou que as ações do médico poderiam minar a confiança pública na profissão médica e nos padrões éticos e profissionais, tornando indispensável a expulsão do mesmo.
Durante a audiência, Um admitiu que as suas ações eram sexualmente motivadas e não apenas consequência da Perturbação Dismórfica Corporal (BDD), um diagnóstico relacionado com preocupações excessivas sobre a imagem corporal. Reconheceu que derivava prazer das imagens captadas e expressou profundo arrependimento pelo sofrimento causado às vítimas, afirmando: “Compreendo plenamente os impactos negativos que as minhas ações tiveram sobre as vítimas. Lamento profundamente e peço as minhas mais sinceras desculpas”.
Condenação criminal e registo de agressores sexuais
Em maio do ano passado, Um foi condenado a 18 meses de prisão após um júri do Glasgow Sheriff Court o ter considerado culpado de 23 crimes de voyeurismo ao abrigo da Sexual Offences Act. O médico foi ainda inscrito no registo de agressores sexuais por um período de 10 anos. Atualmente, permanece em liberdade condicional, mas o tribunal considerou que o risco de reincidência é elevado, reforçando a necessidade de impedir que retome qualquer prática profissional ligada à medicina.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
O caso gerou grande repercussão no Reino Unido, chamando atenção para a vulnerabilidade das vítimas de crimes de voyeurismo e a importância de mecanismos de supervisão e proteção tanto em residências privadas como em ambientes de trabalho, incluindo hospitais e alojamentos temporários. Especialistas em ética médica destacam que a expulsão de Um é essencial para manter a confiança pública na profissão e proteger futuros pacientes e colegas de eventuais abusos.

