O presidente Donald Trump anunciou que as forças militares norte-americanas lançaram “operações de combate em grande escala” contra o Irão, após ataques aéreos coordenados com Israel em várias cidades iranianas. Nuvens de fumo foram vistas a subir de edifícios no centro de Teerão, enquanto sirenes soavam, alertando os residentes para procurarem abrigo imediato.

Trump afirmou que o objetivo das operações, designadas como “Epic Fury” pelo Departamento de Defesa dos EUA, é “defender o povo americano ao eliminar ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel e radical”. O presidente acrescentou que “vidas poderão ser perdidas e poderão ocorrer baixas”, salientando que “isso acontece frequentemente em guerra”. Em vídeo publicado na plataforma Truth Social, Trump sublinhou que a ação visa prevenir que o Irão represente uma ameaça direta aos Estados Unidos e aos seus aliados.
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O Israel Defense Force confirmou que a sua força aérea está a operar para interceptar e neutralizar ameaças, após o lançamento de um míssil iraniano em direção a Israel, provocando sirenes em cidades como Jerusalém e Haifa. O exército israelita afirmou que a operação visou remover ameaças, embora não tenha especificado alvos concretos, e indicou que os ataques foram coordenados com os EUA.
Irão responde com contra-ataques e alerta regional
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão anunciou que lançou uma primeira vaga de mísseis e drones em resposta aos ataques, segundo a agência Tasnim News Agency. Explosões foram também reportadas em Amã, na Jordânia, e perto de uma base naval norte-americana no Bahrein, aumentando os receios de que o conflito se alastre para outros países da região.
Um dos ataques israelitas ocorreu próximo do escritório do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, de 86 anos, embora não haja confirmação de que este estivesse presente no local. Várias cidades iranianas colocaram hospitais em alerta e a população foi instruída a permanecer em segurança.
O país enfrenta um blackout quase total da internet, de acordo com a monitorização da NetBlocks, dificultando a comunicação e a cobertura de informação local. Israel fechou o espaço aéreo e alertou a população para a possibilidade de lançamentos de mísseis, enquanto o embaixador norte-americano recomendou que cidadãos se mantivessem junto de abrigos. A embaixada britânica em Doha emitiu alertas similares para nacionais no Qatar.
Contexto militar e nuclear agrava tensões
O ataque ocorre num contexto de crescente tensão entre Teerão e Washington, após o aparente colapso das negociações nucleares. Nas últimas semanas, o Irão realizou exercícios militares no Estreito de Ormuz, reforçou entradas de túneis em instalações nucleares previamente bombardeadas pelos EUA e reparou bases de mísseis, preparando-se para possíveis represálias.

Por sua vez, os EUA deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e vários destróieres guiados para o Golfo Pérsico, posicionando também aeronaves em países vizinhos como Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Grécia. Os ativos navais e aéreos norte-americanos estão prontos para ataques a partir do mar ou do ar, aumentando o risco de escalada militar.
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Trump já havia emitido ultimato de 10 dias ao Irão, exigindo o encerramento do programa nuclear do país sob ameaça de ação militar. O presidente norte-americano descreveu a possibilidade de intervenção como necessária para proteger os EUA e os seus aliados de “uma ditadura radical e maligna”.
Analistas alertam que a situação é altamente volátil e que a escalada militar pode ter repercussões em toda a região do Médio Oriente, afetando países vizinhos e rotas estratégicas de navegação, incluindo o Estreito de Ormuz, vital para o transporte global de energia.


Esses ataques são muito tristes, as pessoas ficam em risco e tem que sair de suas casas por conta disso.