A TAP Air Portugal registou um lucro de 4,1 milhões de euros em 2025, representando uma queda de 92,36% face aos 53,7 milhões de euros alcançados em 2024. A companhia aérea atribui esta descida sobretudo à atualização das taxas de IRC (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas).

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De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, o resultado líquido recorrente teria atingido 46 milhões de euros caso fosse excluído o impacto desta revisão fiscal. Ainda assim, a TAP conseguiu manter resultados positivos pelo quarto ano consecutivo.
As receitas operacionais totalizaram 4.313 milhões de euros, um crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior. Este desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas de passagens (+0,8%) e pelo forte crescimento do segmento de manutenção (+10,7%).
Por outro lado, os custos operacionais recorrentes ascenderam a 4.070 milhões de euros, mais 3,6% em termos homólogos. Entre os principais fatores de চাপ estão os custos com tráfego (+6,7%), pessoal (+7,9%) e depreciações e amortizações (+10,8%), parcialmente compensados por uma redução de 5,4% nos custos com combustível.
Crescimento operacional e reforço da liquidez
Em 2025, a TAP transportou 16,7 milhões de passageiros, um aumento de 3,4% face ao ano anterior, refletindo uma procura consistente ao longo da sua rede, sobretudo na segunda metade do ano.
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A posição de liquidez da empresa também registou uma melhoria significativa, situando-se nos 765,3 milhões de euros no final do ano, mais 113,7 milhões de euros do que em igual período de 2024.
No quarto trimestre de 2025, a companhia registou um prejuízo de 51 milhões de euros, influenciado principalmente por um impacto extraordinário de 42 milhões de euros relacionado com o ajustamento do IRC, decorrente da reavaliação de ativos por impostos diferidos. Ainda assim, o EBITDA recorrente neste período atingiu 151 milhões de euros, um aumento de 31,7 milhões face ao mesmo trimestre do ano anterior.
O presidente executivo (CEO), Luís Rodrigues, destacou que os resultados refletem uma procura resiliente e o contributo crescente do negócio de manutenção. Sublinhou ainda que, apesar das pressões inflacionistas e dos constrangimentos nas cadeias de abastecimento, foi possível reforçar a posição financeira da companhia.
Estratégia para 2026 e processo de privatização
Para 2026, a TAP prevê um crescimento “disciplinado e sustentável”, apoiado na modernização da frota com aeronaves Airbus NEO. A expansão deverá centrar-se sobretudo na rede transatlântica e no reforço das operações a partir do Porto.
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Paralelamente, o processo de privatização da companhia, relançado pelo Governo em 2025, encontra-se numa fase decisiva. Permanecem na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa, após a saída do International Airlines Group.
Os candidatos deverão apresentar propostas finais com os respetivos termos financeiros e estratégicos. A decisão final dependerá de aprovação em Conselho de Ministros e da autorização das autoridades europeias da concorrência, num processo que o Governo pretende concluir até ao verão.

