Londres choca: É a capital mais lenta do mundo a conduzir

Londres surge no topo da lista das capitais mais lentas do mundo para a condução automóvel, de acordo com um estudo divulgado pela empresa de tecnologia de mapeamento TomTom. A investigação aponta para os limites de velocidade de 20 milhas por hora (mph), amplamente implementados na cidade, como um dos principais fatores que influenciam a redução da velocidade média nas estradas da capital britânica.

Placa de 20mph
Londres choca: É a capital mais lenta do mundo a conduzir © Jonathan Brady/Johnston Press

Limites de 20mph e impacto na mobilidade urbana em Londres

Segundo os dados analisados, no ano passado foram necessários, em média, três minutos e 38 segundos para percorrer um quilómetro no centro de Londres, tornando-a uma das cidades com deslocações mais lentas à escala global. Mais de metade das estradas da capital contam atualmente com um limite máximo de 20mph, uma das principais políticas de transportes promovidas pelo presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, com o objetivo de reduzir o número de vítimas nas estradas.

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A Transport for London (TfL) sublinha que uma pessoa tem cinco vezes mais probabilidades de morrer ao ser atropelada por um veículo a 30mph do que a 20mph. Apesar das críticas, a autarquia defende que os limites mais baixos não agravaram o congestionamento e que os tempos de viagem permanecem semelhantes aos registados em 2019.

Congestionamento, trânsito e comparações internacionais

O estudo revela ainda que os condutores em Londres perderam, em média, 141 horas em congestionamentos durante o horário de ponta em 2025. O pior dia de trânsito ocorreu a 10 de setembro do ano anterior, coincidindo com uma greve no metropolitano de Londres.

Embora lidere o ranking das capitais mais lentas, Londres foi classificada apenas como a oitava cidade mais congestionada do Reino Unido, com um nível de congestionamento de 52%. Belfast apresentou o valor mais elevado, com 58%, seguida de Edimburgo e Cambridge.

A nível internacional, apenas a cidade colombiana de Barranquilla registou uma velocidade média inferior à da capital britânica entre as 492 cidades analisadas.

Especialistas e futuro da mobilidade em Londres

Andy Marchant, especialista em tráfego da TomTom, destacou que velocidades médias reduzidas nem sempre significam congestionamento extremo. Segundo o analista, fatores estruturais como o desenho urbano, os limites de velocidade generalizados e o elevado volume de tráfego contribuem para deslocações mais lentas, mesmo quando as estradas estão a fluir.

O especialista acrescentou ainda que este será um período relevante para a mobilidade urbana, com a previsão de testes de veículos autónomos em 20 bairros de Londres, o que poderá transformar a forma como a cidade gere o trânsito e os transportes no futuro.

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Por sua vez, uma porta-voz do presidente da Câmara reforçou que estudos indicam que os limites de 20mph podem melhorar o fluxo do tráfego e reduzir engarrafamentos, além de aumentarem a segurança rodoviária.

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