Primeiro-ministro da Gronelândia alerta para possível invasão

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, anunciou esta terça-feira que o governo e a população da ilha devem começar a preparar-se para uma possível invasão militar. Embora tenha destacado que um conflito militar seja um cenário improvável, frisou que não pode ser totalmente descartado, dado o contexto de crescente tensão envolvendo os Estados Unidos. O alerta foi dado durante uma conferência de imprensa realizada na capital, Nuuk.

O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen
Primeiro-ministro da Gronelândia alerta para possível invasão © Tom Little/Reuters

A ameaça de uma possível invasão surgiu após o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçar as suas declarações sobre o desejo de assumir o controlo da Gronelândia, que é um território autónomo do Reino da Dinamarca, mas com o seu próprio governo e administração. A Dinamarca, aliada da Gronelândia, já deslocou mais tropas para o Árctico, fortalecendo a defesa da região.

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“Não é provável que haja um conflito militar, mas isso não pode ser descartado”, afirmou Nielsen, sublinhando que a Gronelândia se encontra sob “muita pressão” e que o governo deve estar preparado para qualquer cenário.

A resposta internacional e o reforço da segurança

Em resposta às ameaças de Trump, a Dinamarca intensificou os esforços para reforçar a segurança da Gronelândia. A semana passada marcou o envio de oficiais de oito países da NATO para a ilha, como parte da Operação Arctic Endurance. Além disso, o Comando Conjunto do Árctico da Dinamarca ampliará os exercícios militares para garantir que a região esteja segura durante todo o ano.

A situação gerou também preocupações no Canadá, onde o governo modelou cenários de resposta a uma possível invasão americana, embora as autoridades canadenses e norte-americanas considerem essa possibilidade como altamente improvável. A reação internacional também se estendeu à Europa, com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, a advertir que uma eventual guerra comercial contra os aliados da NATO poderia ter “grandes consequências” para ambos os lados do Atlântico.

As tensões entre Washington e os aliados europeus aumentaram recentemente, com Trump a ameaçar impor tarifas a partir de 1º de fevereiro sobre os países que enviaram pessoal militar para a Gronelândia, uma medida que poderá intensificar ainda mais as disputas comerciais. Frederiksen deixou claro que a Europa reagiria caso as tarifas fossem impostas, mas expressou a esperança de que se encontre uma solução diplomática para evitar o agravamento da situação.

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A Gronelândia, com uma população de cerca de 57 mil habitantes, segue a acompanhar atentamente os desenvolvimentos, com o governo local a preparar a população para possíveis interrupções do quotidiano, incluindo a recomendação de manter um estoque de alimentos para pelo menos cinco dias.

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