O presidente do Líbano, Joseph Aoun, apelou a negociações diretas com Israel como parte de um plano para pôr fim ao conflito crescente com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão, criticando duramente a organização por arrastar o país para uma guerra regional mais ampla, segundo informações da BBC.

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Plano presidencial prevê trégua, desarmamento do Hezbollah e apoio internacional
Segundo um porta-voz do presidente, o Líbano está disposto a negociar, mas apenas quando cessarem os ataques israelitas. Durante uma reunião virtual com altos responsáveis da União Europeia, Aoun apresentou um plano em quatro pontos destinado a estabelecer “arranjos permanentes de segurança e estabilidade nas nossas fronteiras”.
O plano prevê uma trégua completa simultânea ao desarmamento do Hezbollah e assistência internacional às Forças Armadas libanesas para recuperarem o controlo das zonas de tensão. Paralelamente, Líbano e Israel iniciariam negociações diretas sob patrocínio internacional para implementar a proposta.
Apesar da iniciativa, o governo israelita não comentou de imediato e não demonstrou sinais claros de apoiar o diálogo.
Conflito provoca milhares de deslocados e críticas severas ao Hezbollah
O presidente Aoun destacou o impacto devastador da guerra em solo libanês: mais de 700.000 pessoas deslocadas, incluindo 200.000 crianças, e centenas de mortos devido aos ataques israelitas nos últimos nove dias, segundo dados das Nações Unidas.
Aoun acusou o Hezbollah de agir contra os interesses nacionais do Líbano, qualificando o grupo de “faccionamento armado” que desvaloriza a vida da população e pretende o colapso do Estado libanês.
Apesar da declaração do governo de que as operações militares do Hezbollah são ilegais, o Estado libanês não dispõe atualmente de capacidade para desarmar o grupo sozinho.
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A escalada do conflito começou após o Hezbollah lançar foguetes e drones contra o norte de Israel, retaliando pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e pelos ataques israelitas contínuos. Israel justificou a campanha militar em território libanês com a necessidade de desarmar o grupo, realizando ataques aéreos e incursões de comandos, que continuarão até atingir esse objetivo.
O conflito já provocou pelo menos 486 mortos em ataques israelitas no Líbano, de acordo com o Ministério da Saúde, e duas baixas entre soldados israelitas em combate. Para as famílias na linha de fogo, a guerra trouxe medo e sofrimento. Ahmed al-Halabi, residente da região de Dahieh, no sul de Beirute, descreveu a fuga nocturna com os filhos para um abrigo improvisado numa escola no centro da cidade, sublinhando o impacto psicológico da guerra nas crianças.

