Bernadette Hayes, contabilista de nacionalidade irlandesa, recebeu mais de £23 mil depois de um tribunal laboral britânico concluir que foi vítima de assédio racial enquanto trabalhava na empresa de engenharia West Leeds Civils.

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Entre dezembro de 2023 e junho de 2024, a profissional foi alvo de comentários e insultos repetidos do diretor da empresa, Mick Atkins, incluindo termos como “potato”, “paddy”, “stupid paddy” e “pikey”, todos considerados ofensivos e ligados à sua origem étnica.
Segundo relato de Hayes, os insultos eram frequentes e públicos: “Se tínhamos algum desacordo, ele gritava ‘potato’ em forte sotaque irlandês repetidamente, muitas vezes assim que entrava no escritório, mesmo antes de eu falar com ele.” A contabilista descreveu o ambiente de trabalho como “hostil e tóxico”, afirmando que os comportamentos do diretor afetaram gravemente a sua autoestima e provocaram ansiedade intensa.
Tribunal reconhece ligação racial e concede indemnização
O tribunal de Leeds considerou que as expressões utilizadas pelo diretor eram “ofensivas e humilhantes” e estavam “claramente ligadas à raça”. Bernadette Hayes recebeu £20.735,91 de indemnização, acrescidos quatro semanas de salário, totalizando £2.800.
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A profissional relatou ainda que, apesar de tentar ignorar os comentários, o assédio afectou profundamente a sua vida pessoal e profissional. Após iniciar baixa médica devido ao stress laboral em julho de 2024, apresentou queixa formal de assédio e acabou por ser despedida da empresa.
O juiz do caso, Buckley, sublinhou que é razoável que uma pessoa de origem irlandesa considere insultos como “potato” e “paddy” humilhantes e ofensivos, reforçando que tais condutas têm ligação direta à raça.

