Um adolescente de 18 anos foi detido e condenado no Reino Unido depois de ter planeado um ataque a um concerto da banda Oasis, em Cardiff, bem como a uma escola de dança situada perto da sua área de residência, no País de Gales. McKenzie Morgan, natural de Cwmbran, no sul do país, foi condenado a 14 meses de prisão após admitir a posse de um documento considerado útil para atividades terroristas.

O caso foi analisado no tribunal de Old Bailey, em Londres, onde foi revelado que o jovem tinha manifestado a intenção de atacar o concerto agendado para o dia 4 de julho. As autoridades indicaram que Morgan se inspirou num ataque ocorrido em Southport, cujo autor foi Axel Rudakubana, demonstrando admiração por esse ato violento e referindo a vontade de cometer um ataque semelhante.
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Mensagens nas redes sociais levantaram alertas de segurança
A investigação teve início depois de um utilizador da aplicação Snapchat ter denunciado mensagens trocadas com Morgan, consideradas extremamente preocupantes pelas autoridades. Nessas comunicações, o adolescente elogiava o autor do ataque de Southport e afirmava ter motivação para levar a cabo uma ação violenta de cariz terrorista.
Entre as mensagens analisadas, constavam referências à tentativa de produção de ricina, uma substância altamente tóxica, bem como perguntas explícitas sobre formas de causar danos graves a outras pessoas. Num dos contactos, Morgan questionou “como queimar o rosto de alguém”, demonstrando um nível elevado de violência nas suas intenções expressas.
Após a denúncia, o jovem foi sinalizado e encaminhado para os serviços de saúde mental infantil. No entanto, durante uma avaliação posterior, declarou a uma enfermeira psiquiátrica que pretendia magoar terceiros e reiterou a ideia de cometer um ataque semelhante ao ocorrido em Southport, o que levou ao agravamento da situação.
Apreensão de dispositivos e conteúdo considerado terrorista
Na sequência destas declarações, a polícia procedeu à detenção de McKenzie Morgan, apreendendo vários dispositivos eletrónicos, incluindo telemóveis e outros equipamentos digitais. A análise forense revelou a existência de um manual associado a práticas terroristas, documento cuja posse sustentou a acusação formal apresentada pelo Ministério Público.
Os investigadores descobriram ainda que, em abril, o adolescente tinha partilhado com outro utilizador do Snapchat a imagem de uma faca de cozinha com cerca de 15 centímetros, disponível para compra numa plataforma online, questionando se o objeto “serviria” para um ataque. Noutra mensagem, afirmou sentir-se mentalmente preparado para avançar com algum tipo de ação violenta.
Tribunal rejeitou versão de que tudo não passou de provocações
Durante o interrogatório policial, Morgan admitiu ter lido o manual apreendido, mas alegou que nunca teve intenção real de concretizar qualquer ataque. Segundo o próprio, as mensagens enviadas tinham apenas o objetivo de chocar outras pessoas e resultaram de tédio, negando também ter tentado fabricar ricina ou planear ataques contra a sua escola, a academia de dança ou o concerto dos Oasis.
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Apesar dessa argumentação, o tribunal considerou que o conjunto de comportamentos, mensagens e materiais encontrados representava um risco significativo para a segurança pública. A sentença sublinhou a gravidade da posse de conteúdos relacionados com terrorismo e a necessidade de prevenir possíveis atos de violência, culminando na condenação do jovem a uma pena de prisão efetiva.


Quando notícias como essa surgem, é necessário refletir sobre o que está acontecendo na sociedade e na vida de tantos jovens. Como podemos evitar que situações como essa se repitam?