O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), foi transferido nesta quinta-feira (15/1) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A mudança ocorre um dia após a defesa de Bolsonaro apresentar novo pedido de prisão domiciliar humanitária.

Condições da nova unidade prisional
Segundo a decisão do ministro Moraes, a transferência para a Sala de Estado Maior da Papudinha permitirá ao ex-presidente maior conforto e privacidade. A cela exclusiva possui 64 metros quadrados, comportando quatro pessoas, mas será utilizada apenas por Bolsonaro. O espaço inclui cozinha equipada, banheiro com chuveiro de água quente, geladeira, cama de casal, armários e TV.
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A nova unidade oferece melhores condições para banho de sol e exercícios físicos, com horário livre e possibilidade de instalação de equipamentos como esteira e bicicleta. As visitas familiares também foram ampliadas: agora os filhos e a esposa do ex-presidente podem comparecer em horários simultâneos, duas vezes por semana, em um espaço que permite interação em áreas cobertas e externas.

A Papudinha conta com atendimento médico 24 horas, incluindo médicos clínicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, fisioterapeuta, psiquiatra e assistente social. Bolsonaro terá direito a alimentação especial, fisioterapia, assistência religiosa semanal e participação no programa de remição de pena pela leitura.
Moraes justificou a transferência afirmando que Bolsonaro já cumpria pena em condições privilegiadas na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, e rebateu acusações de que estaria em situação precária. O ministro criticou campanhas de desinformação sobre o local e reforçou que a mudança proporciona “condições ainda mais favoráveis” ao ex-presidente.
Reações e contexto da transferência
A decisão gerou críticas da família de Bolsonaro. Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, classificou a medida como uma demonstração de “tamanha maldade” e de “aplicação seletiva do rigor penal”, destacando problemas de saúde do pai e alegando fragilização de garantias jurídicas.
O local, situado junto ao Complexo Penitenciário da Papuda, já abriga o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. A Papudinha, segundo especialistas e advogados, apresenta condições superiores às unidades comuns da Papuda, com celas individuais, maior conforto, melhores refeições e possibilidade de armazenamento de mantimentos trazidos por familiares.
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A transferência de Bolsonaro ocorre em meio a controvérsias sobre a sua saúde e condições de prisão, incluindo um incidente recente em que caiu da cama na PF. Moraes determinou que seja realizada perícia médica da Polícia Federal para avaliar a adaptação de Bolsonaro à nova unidade ou a necessidade de hospitalização.

