Seis influenciadores da rede social TikTok foram detidos no Reino Unido por suspeitas de participação na venda de mais de 1,1 milhões de libras em vestuário contrafeito, incluindo sapatilhas e meias de marcas falsificadas. A operação decorreu em Rotherham, em South Yorkshire, onde as autoridades apreenderam milhares de artigos ilegais.

A investigação revelou ainda a utilização de transmissões em direto na plataforma para promover a venda dos produtos falsificados, enganando utilizadores que acreditavam estar a adquirir artigos originais.
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Armazém em Rotherham escondia milhares de artigos contrafeitos
As autoridades britânicas encontraram 26.489 artigos num armazém em Rotherham, o suficiente para encher quatro camiões de 18 toneladas. Entre os bens apreendidos estavam cerca de 988.700 libras em sapatilhas de marca falsificadas e 115.000 libras em meias contrafeitas.
Durante a operação, a polícia interrompeu ainda um homem que se encontrava a realizar uma transmissão em direto no TikTok, promovendo os artigos ilegais a milhares de espectadores.
Segundo os investigadores, os criadores de conteúdo afirmavam falsamente que os produtos eram autênticos, muitas vezes em resposta a perguntas feitas pelos utilizadores da plataforma.
Influenciadores usavam esquemas de comissão para vender contrafação
A investigação revelou a existência de “listas de comissões” que incentivavam os influenciadores a vender o maior número possível de artigos contrafeitos, oferecendo pagamentos mais elevados por cada produto vendido.
Em vários vídeos analisados, os suspeitos apareciam a promover sapatilhas supostamente da marca Nike e outros produtos como meias brancas de marca, garantindo repetidamente aos seguidores que os artigos eram autênticos.
“Tudo o que vendemos é autêntico. Não poderíamos vender aqui se não fosse”, afirmava um dos influenciadores nos vídeos divulgados.
No entanto, as autoridades concluíram que os produtos eram falsificados e que a informação transmitida aos consumidores era enganosa.
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Autoridades alertam para riscos dos produtos falsificados
A polícia britânica alertou os consumidores para os perigos associados à compra de produtos contrafeitos, que podem ter qualidade inferior, maior durabilidade reduzida e até riscos para a saúde, devido à utilização de materiais não regulamentados.
Em alguns casos, os artigos podem ser altamente inflamáveis ou conter substâncias químicas perigosas, além de estarem associados a condições de produção precárias.
Segundo o Serviço de Polícia da City of London, seis pessoas foram detidas sob suspeita de distribuição de bens com marcas falsificadas, ao abrigo da Lei das Marcas Registadas de 1994.
Os suspeitos foram libertados sob fiança, enquanto a investigação prossegue.
Polícia alerta para evolução do comércio ilegal nas redes sociais
O detetive Jamie Kirk afirmou que o caso demonstra uma evolução significativa na forma como os produtos contrafeitos são vendidos, passando de mercados físicos tradicionais para plataformas digitais e redes sociais.
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“Nesta investigação, os influenciadores foram utilizados para promover e vender produtos contrafeitos a grandes audiências. Este caso deve enviar uma mensagem clara: a venda de produtos falsificados online é ilegal e iremos agir”, afirmou.
As autoridades britânicas sublinham que continuarão a reforçar o combate ao comércio ilegal online, especialmente em plataformas com grande alcance, como o TikTok, onde a influência digital pode facilitar a disseminação destes esquemas.

