João Lourenço anuncia recandidatura à liderança do MPLA

O líder do MPLA e Presidente de Angola, João Lourenço, manifestou no sábado, em Luanda, a intenção de se recandidatar à presidência do partido, num anúncio feito durante a III Reunião Ordinária do Bureau Político do Comité Central. A informação foi avançada pelo secretário para Informação e Propaganda do órgão, Esteves Hilário, no final do encontro da direção central do partido no poder.

João Lourenço
João Lourenço anuncia recandidatura à liderança do MPLA © Paulo Mulaza | edições novembro

Segundo o responsável, a comunicação de João Lourenço foi recebida com apoio “incondicional” pelos membros do Bureau Político, num momento considerado relevante para a definição dos próximos passos internos do MPLA.

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Recandidatura de João Lourenço recebe apoio interno no MPLA

De acordo com Esteves Hilário, o Presidente João Lourenço formalizou igualmente a designação de João de Almeida Azevedo Martins, conhecido como “Ju Martins”, atual secretário para os Assuntos Políticos e Eleitorais do MPLA, como mandatário da sua candidatura à liderança do partido.

“O camarada Presidente informou ainda a este órgão de direção central do partido que constituiu como seu mandatário o camarada João de Almeida Martins ‘Ju Martins’”, explicou o porta-voz.

A reunião do Bureau Político incluiu também a análise de várias matérias relacionadas com a organização interna do partido, incluindo nomeações e alterações em estruturas provinciais.

Foram aprovadas as candidaturas de Carla Cativa para primeira-secretária do MPLA no Cuando e de Eugénio Laborinho para primeiro-secretário no Cuanza-Sul, no quadro da reorganização interna das estruturas locais.

Paralelamente, foram deliberadas a cessação de funções de Narciso Benedito no Cuanza-Sul e de Lúcio Amaral no Cuando, bem como a convocação de conferências extraordinárias nas duas províncias, com vista ao reforço da organização partidária.

MPLA prepara 9.º Congresso Ordinário e define calendário eleitoral interno

O processo de preparação do 9.º Congresso Ordinário do MPLA, agendado para os dias 9 e 10 de dezembro, decorre sob o lema “MPLA – Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro”, sendo considerado um momento central na vida interna do partido.

Segundo o coordenador da Subcomissão de Candidaturas do congresso, Job Capapinha, os interessados na liderança do MPLA têm um período de cinco meses para formalizar as suas candidaturas, processo que teve início a 28 de março e termina a 25 de outubro.

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Este calendário insere-se no conjunto de etapas preparatórias para o conclave, que deverá definir a nova liderança do partido e orientar a estratégia política para os próximos anos.

Durante o encontro, realizado no auditório da sede nacional em Luanda, os membros do Bureau Político também prestaram homenagem às vítimas dos acontecimentos de 27 de Maio, com um minuto de silêncio. A homenagem surge após a divulgação de uma lista com mais de 500 nomes no âmbito dos trabalhos da Comissão Técnica do CIVICOP.

Unidade interna e mobilização para os desafios políticos futuros

No âmbito das discussões preparatórias para o congresso, a secretária para a Política Económica e Social do MPLA, Idalina Valente, destacou em Benguela a importância do processo como um momento estratégico para a consolidação da unidade interna e para a renovação responsável das estruturas partidárias.

A dirigente sublinhou que o congresso não deve ser visto apenas como um evento interno, mas como uma etapa fundamental para reforçar a capacidade de resposta do partido aos desafios nacionais e sociais.

“Mais do que uma etapa interna de organização partidária, este processo representa um momento de fortalecimento das estruturas, de consolidação da unidade e de mobilização da militância para os grandes desafios políticos que o partido enfrentará”, afirmou.

Idalina Valente defendeu ainda maior disciplina, coesão e respeito pelos princípios estatutários ao longo de todo o processo preparatório, apelando ao envolvimento ativo das estruturas de base na mobilização dos militantes.

A responsável destacou também a importância da preparação para as Eleições Gerais de 2027, sublinhando que o trabalho interno em curso deverá reforçar a ligação do partido às populações e melhorar a sua capacidade de resposta política.

Segundo a dirigente, o atual momento exige maior proximidade com os cidadãos, espírito de missão reforçado e compromisso com as causas nacionais, fatores considerados essenciais para o futuro do MPLA.

Processo interno decorre em ambiente de reorganização e expectativas políticas

O conjunto de decisões tomadas pelo Bureau Político insere-se numa fase de reorganização interna do MPLA, marcada por alterações em estruturas provinciais e pela preparação de um dos principais eventos políticos do partido.

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As conferências extraordinárias nas províncias do Cuando e do Cuanza-Sul deverão contribuir para consolidar as mudanças aprovadas e reforçar a dinâmica organizativa local.

Com a aproximação do 9.º Congresso Ordinário, o MPLA entra numa fase decisiva de definição estratégica, tanto ao nível da liderança como da orientação política, num contexto em que se prepara também para os próximos desafios eleitorais em Angola.

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