Incêndio atinge arranha-céus no Kuwait após ataques de drones

Um incêndio de grandes proporções atingiu um arranha-céus na Cidade do Kuwait após uma série de explosões registadas durante ataques com drones e mísseis atribuídos ao Irão. O incidente ocorreu na madrugada deste domingo, enquanto as forças militares do Kuwait tentavam interceptar os projéteis e proteger a população civil.

Um incêndio de grandes proporções
Incêndio atinge arranha-céus no Kuwait após ataques de drones © Reuters

Segundo autoridades locais, vários drones e mísseis foram detetados no espaço aéreo do país, provocando explosões que acabaram por desencadear um incêndio numa grande torre da capital. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram chamas intensas e colunas de fumo a elevar-se sobre o edifício, com equipas de bombeiros a tentar controlar as labaredas durante várias horas.

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O Ministério do Interior confirmou ainda a morte de dois guardas de fronteira durante os ataques. De acordo com a tutela, os militares morreram “enquanto cumpriam o seu dever nacional”. Além das vítimas mortais, várias pessoas ficaram feridas, embora as autoridades não tenham divulgado números oficiais até ao momento.

O incidente acentuou a tensão na região, depois de semanas marcadas por ataques e contra-ataques entre o Irão e Estados aliados no Golfo, e colocou em alerta residentes e empresas localizadas em zonas estratégicas da cidade.

Israel ataca depósitos de petróleo no Irão e amplia tensão no Médio Oriente

Os ataques registados no Kuwait ocorreram poucas horas depois de Israel ter atingido depósitos de petróleo a norte de Teerão. O alvo foi o depósito petrolífero de Shahran, uma instalação que armazena gasolina e outros combustíveis utilizados para abastecer a capital iraniana e regiões vizinhas. O ataque provocou um grande incêndio, com densas nuvens de fumo a cobrir parte do horizonte de Teerão.

Meios de comunicação estatais iranianos afirmam que a instalação terá sido atingida num ataque atribuído aos Estados Unidos e a Israel, aumentando a retórica antiocidental no país. É a primeira vez que uma instalação industrial civil tão relevante é diretamente atingida desde o início da escalada de hostilidades, um facto que representa um sério risco para a economia local e para o abastecimento de combustíveis na região.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu desculpa pelos ataques contra países vizinhos, mas reforçou que o Irão continuará a sua estratégia militar apesar das críticas internacionais. Os ataques também evidenciam a crescente complexidade do conflito, com múltiplos atores regionais envolvidos, incluindo forças iranianas no Líbano e no Golfo.

Conflito regional intensifica-se enquanto Irão enfrenta crise de liderança

Enquanto os confrontos se intensificam, Israel voltou a realizar operações militares no sul do Líbano, visando comandantes ligados à Força Quds, o ramo externo da Guarda Revolucionária iraniana. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu que a próxima fase da ofensiva trará “muitas surpresas”, sublinhando a determinação de Israel em impedir o estabelecimento de elementos iranianos em território libanês.

Metro mostra imagens das operações militares e do reforço das forças na região.

Paralelamente, o Irão enfrenta uma crise política após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, durante ataques conjuntos atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra Teerão. Desde então, o país tem sido liderado por um conselho temporário composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe da justiça Gholam-Hossein Mohseni-Eje’i e pelo aiatolá Alireza Arafi.

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A Assembleia dos Peritos, responsável pela escolha do próximo líder supremo, poderá reunir-se em breve para deliberar sobre o sucessor. Ainda não está definido se a sessão será presencial ou online, mas membros do órgão sugeriram que algumas consultas já estão a ser realizadas remotamente. Esta decisão terá implicações políticas e estratégicas profundas, não só para o Irão, mas também para a estabilidade de toda a região do Médio Oriente.

O aumento da tensão no Golfo, aliado à crise de liderança em Teerão, sublinha a fragilidade da segurança regional e a necessidade de vigilância internacional. Analistas alertam que a escalada militar pode gerar consequências económicas e humanitárias significativas, sobretudo para países vizinhos como Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

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