Confusão e vandalismo em hotel de Bournemouth

Três jovens mulheres em estado de embriaguez causaram um cenário de caos e destruição na receção de um hotel em Bournemouth, no sul de Inglaterra, levando uma funcionária a fugir para uma sala de apoio e a trancar-se por receio da própria segurança. O episódio ocorreu na manhã de sábado, 19 de abril de 2025, e foi integralmente registado pelas câmaras de videovigilância do estabelecimento.

Três jovens mulheres em estado de embriaguez
Confusão e vandalismo em hotel de Bournemouth © CPS

As envolvidas — Jasmine Orchard, de 21 anos, Kera McKeown, de 19, e Larisa Sumovskaja, também de 19 — dirigiram-se ao balcão da receção do Trouville Hotel por volta das 11h00. Segundo as imagens de CCTV, o trio apresentava sinais evidentes de embriaguez e começou de imediato a confrontar verbalmente as funcionárias, lançando insultos e criando um ambiente de intimidação.

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A situação agravou-se rapidamente quando uma das jovens começou a atirar objetos do balcão, incluindo vasos de plantas, canetas, um rato de computador e outros materiais de escritório. Uma mesa foi ainda derrubada, aumentando o clima de pânico no átrio, onde se encontravam funcionários e hóspedes.

Kera McKeown identificada como principal agressora em tribunal

Durante o julgamento no Tribunal de Magistrados de Poole, Kera McKeown foi descrita como a principal responsável pelos atos de violência. De acordo com o Ministério Público, a jovem cuspiu várias vezes na direção de uma rececionista — embora sem a atingir — e seguiu outra funcionária até uma área reservada, batendo violentamente na porta depois de esta se ter refugiado no interior.

McKeown terá ainda ameaçado uma das colaboradoras com uma garrafa de vodka, afirmando que a iria agredir fisicamente. Em determinado momento, apanhou um telefone do balcão e lançou-o na direção da equipa, atingindo uma funcionária no ombro. As imagens mostram a jovem descalça, a circular pela receção enquanto continuava a arremessar objetos.

Larisa Sumovskaja surge igualmente envolvida nos confrontos, sendo vista a gritar com os funcionários enquanto segurava um extintor de incêndio. Num dos depoimentos lidos em tribunal, uma rececionista relatou que Sumovskaja a acusou de estar a ser mal-educada, enquanto McKeown alegava, sem fundamento, ter sido tocada de forma inapropriada.

O procurador Jason Spelman sublinhou que as três jovens aparentavam estar a divertir-se durante o ataque, regressando repetidamente à receção mesmo após alguns funcionários se terem afastado para evitar confrontos.

Episódio no hotel sucede a outro caso de violência num bar da cidade

O incidente no hotel ocorreu apenas algumas semanas depois de Sumovskaja e Orchard terem estado envolvidas noutro episódio de comportamento violento num bar de Bournemouth. Nesse caso, as duas foram expulsas do estabelecimento após insultarem o gerente, incluindo comentários ofensivos sobre o seu peso, e acabaram por cuspir e tentar agredir seguranças com malas.

As jovens foram banidas do bar e condenadas ao pagamento de 600 libras em indemnizações pelos danos causados, num processo que já constava do historial judicial apresentado em tribunal.

Tribunal aplica penas diferenciadas consoante o grau de envolvimento

Kera McKeown e Larisa Sumovskaja admitiram em tribunal a prática de danos criminais e o uso de violência ou ameaças ilegais. A sentença das duas arguidas ficou marcada para o mês de março, podendo incluir penas mais severas face à reincidência e à gravidade dos comportamentos.

No caso de Jasmine Orchard, a defesa sustentou que a jovem teve uma participação limitada nos acontecimentos e que não se recordava de grande parte do sucedido devido ao consumo excessivo de álcool. O advogado Nial Theobald afirmou que a arguida demonstrava arrependimento por ter estado presente e destacou o cumprimento positivo de uma ordem comunitária de 12 meses aplicada no processo anterior.

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O presidente do coletivo de magistrados, Richard Ball, considerou provado que Orchard teve um papel mínimo e não causou danos materiais. A jovem foi condenada a uma dispensa condicional de 12 meses por uso de linguagem ameaçadora ou abusiva com intenção de causar receio de violência, sendo ainda obrigada a pagar 111 libras em custas judiciais.

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