Uma mulher britânica de 73 anos foi brutalmente agredida, violada e roubada no interior do seu apartamento em Arona, na ilha de Tenerife, nas Canárias, num crime que ocorreu em maio de 2018 e cujo desfecho judicial só agora foi conhecido.

Segundo os factos apurados em tribunal, o agressor, de 32 anos, conseguiu aceder à habitação após escalar um muro com cerca de dois metros de altura. Já no interior, terá ameaçado a vítima e desencadeado um ataque prolongado, que se estendeu por aproximadamente duas horas.
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Durante esse período, a mulher foi sujeita a violência física e abuso sexual, tendo ainda sido alvo de roubo de dinheiro, joias e chaves. Após o ataque, foi transportada em estado grave para uma unidade hospitalar em Santa Cruz de Tenerife, onde recebeu assistência médica urgente.
Estado de saúde da vítima agravou-se após agressão
A vítima acabou por falecer cerca de sete meses depois do ataque, em janeiro de 2019. Embora a morte não tenha sido diretamente classificada como consequência imediata do crime, a família sustenta que o episódio teve um impacto profundo e irreversível na sua saúde.
Em tribunal, a filha da vítima afirmou que a mãe nunca recuperou totalmente, apresentando um agravamento progressivo do estado físico e psicológico após o ataque. A mulher encontrava-se frequentemente em Tenerife, onde passava longos períodos para escapar ao clima do Reino Unido.
O caso veio agora a público devido à conclusão do processo judicial, que decorreu vários anos após os acontecimentos, evidenciando a complexidade da investigação e dos trâmites legais.
Investigação baseada em ADN e videovigilância levou à detenção
O suspeito foi identificado e detido cerca de dois meses após o crime. As autoridades recorreram a provas de ADN recolhidas no local e a imagens de videovigilância, que confirmaram a presença do arguido nas imediações do apartamento no momento do ataque.
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Durante o julgamento, o homem negou qualquer envolvimento, alegando que se encontrava a trabalhar na ilha à data dos factos. No entanto, o tribunal considerou que as evidências reunidas eram suficientemente robustas para sustentar a acusação.
O processo sofreu ainda atrasos, em parte devido à ausência do arguido em sessões judiciais, tendo este alegado a perda do passaporte como justificação para não comparecer em tribunal.
Tribunal condena agressor e fixa indemnização à família
Na sentença final, o tribunal condenou o agressor a nove anos de prisão pelos crimes cometidos. Foi também determinado o pagamento de uma indemnização no valor de 30 mil libras à família da vítima, bem como a devolução dos bens roubados, incluindo as joias.
O caso destaca a gravidade da violência exercida contra pessoas idosas e reforça a importância dos mecanismos de investigação criminal, nomeadamente o recurso a provas científicas, na identificação e responsabilização dos autores.
Caso reacende debate sobre segurança de turistas nas Canárias
O episódio levanta igualmente preocupações sobre a segurança de turistas em destinos populares como Tenerife, particularmente no que diz respeito à proteção de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como idosos.
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Apesar de se tratar de um caso ocorrido há vários anos, o seu desfecho judicial reacende o debate sobre medidas de prevenção, vigilância e resposta a crimes violentos em zonas turísticas.
As autoridades continuam a sublinhar a importância da denúncia e da cooperação entre vítimas, testemunhas e forças de segurança para garantir a eficácia das investigações e a proteção das comunidades locais e visitantes.

