O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, detalhou um novo plano de paz para a Ucrânia, que propõe a criação de zonas desmilitarizadas e uma potencial retirada de tropas ucranianas da região oriental, conforme exigido pela Rússia. A proposta surge após intensas negociações entre representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia, ocorridas durante o fim de semana em Florida.

Garantias de Segurança e Alternativas para o Donbas
No contexto da guerra em curso, Zelensky afirmou que o plano de 20 pontos é a “estrutura principal para acabar com o conflito”. O novo acordo prevê garantias de segurança por parte dos Estados Unidos, da NATO e da União Europeia, caso a Rússia volte a invadir o território ucraniano. O presidente também abordou a questão central da região do Donbas, no leste da Ucrânia, onde um “zona económica livre” poderá ser uma opção viável para garantir a paz.
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Zelensky explicou que, apesar da resistência ucraniana em relação a uma retirada completa, os negociadores dos Estados Unidos estão a explorar a criação de uma zona desmilitarizada ou de uma zona económica livre na região. “Há duas opções”, afirmou Zelensky. “Ou a guerra continua, ou algo terá de ser decidido em relação às zonas económicas potenciais.”
Detalhes sobre a Retirada das Tropas Russas e Zonas Desmilitarizadas
A proposta de paz inclui uma série de condições relacionadas com o território e a segurança, com um foco específico na retirada de tropas russas de várias regiões ocupadas. Segundo Zelensky, a retirada das forças ucranianas da região de Donetsk, onde a Rússia controla uma grande parte do território, seria uma das condições principais para avançar com o acordo. Se a Ucrânia concordar em retirar as suas forças pesadas até 40 km de distância na zona ainda sob seu controle, a Rússia deveria proceder de maneira semelhante.
Além disso, o plano prevê a criação de uma zona desmilitarizada em torno da planta nuclear de Zaporizhzhia, atualmente ocupada por tropas russas. A proposta exige ainda a retirada das forças russas de outras regiões da Ucrânia, incluindo Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Sumy e Kharkiv.
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O documento revisado surge como uma atualização de um plano anterior de 28 pontos, elaborado após negociações com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e que já mostrava um enfoque substancial nas exigências do Kremlin. No entanto, a nova versão oferece à Ucrânia garantias de segurança mais robustas e reforça a necessidade de uma resposta coordenada caso o conflito se intensifique novamente.
O plano é aguardado com expectativa, com as negociações a evoluírem e uma resposta da parte russa prevista para quarta-feira, após conversações com os representantes norte-americanos.

