UE formou mais de 800 militares moçambicanos em 2025

A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM-Moçambique) formou, ao longo de 2025, mais de 800 militares moçambicanos, no âmbito de 36 programas de capacitação desenvolvidos em estreita cooperação com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). A informação foi divulgada esta segunda-feira pela própria missão.

 Assistência Militar da União Europeia
UE formou mais de 800 militares moçambicanos em 2025 © Direitos Reservados

Segundo a EUMAM-Moçambique, as formações incidiram sobre áreas consideradas prioritárias para o reforço das capacidades operacionais das FADM, nomeadamente comando e controlo, logística, manutenção e transportes, liderança, pedagogia militar, cooperação civil-militar e comunicação estratégica. Foram igualmente realizados programas de assessoria institucional ao Estado-Maior-General das FADM e ações de Training of Trainers (Formação de Formadores) dirigidas aos instrutores das Forças de Reação Rápida.

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Sustentabilidade logística e apoio do Mecanismo Europeu para a Paz

De acordo com a nota enviada à comunicação social, durante o ano de 2025 foram ainda lançados programas considerados essenciais para assegurar a sustentabilidade logística dos meios fornecidos ao abrigo do European Peace Facility, o Mecanismo Europeu para a Paz. Este apoio visa garantir a manutenção e a operacionalidade do equipamento disponibilizado às forças moçambicanas.

A missão sublinha que estas iniciativas pretendem consolidar capacidades a médio e longo prazo, reforçando a autonomia operacional das FADM no contexto dos desafios de segurança enfrentados pelo país, em particular no norte de Moçambique.

Renovação do mandato em discussão entre Portugal e Moçambique

A 9 de dezembro, os governos de Portugal e de Moçambique manifestaram formalmente a intenção de renovar o mandato da EUMAM-Moçambique, atualmente liderada por Portugal. A missão tem desempenhado um papel central no apoio à formação militar destinada ao combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.

Na declaração final da sexta cimeira Portugal-Moçambique, realizada no Porto, os dois executivos expressaram a expectativa de que o mandato, que termina a 30 de junho de 2026, seja renovado por um período não inferior a dois anos e ajustado às necessidades no terreno.

Estrutura atual da missão e contexto de segurança em Cabo Delgado

Atualmente sob o comando do comodoro César Manuel Pires Correia, da Marinha portuguesa, a EUMAM-Moçambique conta com 83 militares provenientes de 12 nacionalidades. A missão resulta da adaptação, anunciada pela União Europeia em 2024, dos objetivos da anterior Missão de Formação Militar da UE em Moçambique (EUTM-MOZ), que transitou para um modelo de assistência a partir de 1 de setembro desse ano.

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Estrutura atual da missão e contexto de segurança em Cabo Delgado © Direitos Reservados

A EUTM-MOZ, igualmente liderada por Portugal, formou em dois anos mais de 1.700 militares moçambicanos, entre comandos e fuzileiros, que deram origem a 11 companhias de Forças de Reação Rápida já empenhadas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, além de cerca de uma centena de formadores.

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A província de Cabo Delgado, rica em recursos naturais, tem sido alvo de ataques extremistas desde outubro de 2017, um conflito que continua a representar um dos maiores desafios de segurança para Moçambique e para a região.

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