Depressão Cláudia provocou 31 milhões de euros em prejuízos

A depressão Cláudia causou prejuízos estimados em 31 milhões de euros, valor que será suportado pelas seguradoras na sequência dos danos provocados pelo fenómeno meteorológico que atingiu Portugal em novembro. A estimativa foi divulgada pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), após a realização de um inquérito junto das suas associadas para avaliar o impacto do mau tempo.

Seguradoras divulgaram balanço sobre depressão Cláudia, que atingiu o país em novembro.
Depressão Cláudia provocou 31 milhões de euros em prejuízos © Rui Minderico / Lusa

De acordo com os dados apurados, entre os dias 12 e 16 de novembro foram participados 9.772 sinistros cobertos por apólices de seguros em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira. Estes processos abrangem diversos tipos de danos, resultantes sobretudo de precipitação intensa, ventos fortes e inundações.

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Milhões de euros já pagos e montantes ainda provisionados

Do valor global apurado, a APS indica que cerca de 3,28 milhões de euros já foram pagos em indemnizações aos segurados. Os restantes 27,75 milhões de euros encontram-se atualmente provisionados pelas seguradoras, de forma a garantir o pagamento das compensações ainda em análise ou em fase de regularização.

A associação sublinha que este processo envolve a avaliação detalhada dos danos declarados, o que explica a diferença entre os valores já liquidados e os montantes ainda previstos para pagamento. As seguradoras continuam a trabalhar na regularização dos processos pendentes.

Habitação e atividade económica entre os setores mais afetados

Segundo a APS, mais de 93% dos sinistros registados correspondem a seguros de habitação e a seguros ligados a atividades comerciais e industriais. Estes dados evidenciam os elevados prejuízos materiais causados pela depressão Cláudia, com impactos significativos em casas, estabelecimentos comerciais, armazéns e outras infraestruturas.

Para a associação, esta realidade reforça a importância do seguro como instrumento fundamental de proteção financeira para famílias e empresas, especialmente num contexto de maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos.

Consequências humanas e alerta para fenómenos extremos

Para além dos danos materiais, a passagem da depressão Cláudia teve também consequências humanas. O mau tempo provocou três vítimas mortais e vários feridos, em diferentes regiões do país, em ocorrências associadas a quedas de árvores, derrocadas e acidentes provocados pelas condições adversas.

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As autoridades e as seguradoras apelam à adoção de medidas preventivas e à contratação de coberturas adequadas, sublinhando a necessidade de maior preparação face a eventos climáticos extremos, que representam riscos crescentes para pessoas, bens e atividades económicas.

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