Turista britânica desaparece na África do Sul em possível ritual de feitiçaria

Uma turista britânica de 71 anos, Lorna McSorley, encontra-se desaparecida na África do Sul, na região do Kruger National Park, após ter sido vista pela última vez durante uma caminhada perto do Ghost Mountain Inn, onde estava hospedada com o companheiro Leon Probert, em setembro.

 Lorna McSorley
Turista britânica desaparece na África do Sul em possível ritual de feitiçaria © Ghost Mountain Inn

O casal, proveniente de Devon, Reino Unido, viajava num pacote turístico da TUI com duração de duas semanas, incluindo dois dias no parque nacional. Segundo imagens de CCTV, ambos saíram para a caminhada às 14h30, mas apenas 30 minutos depois, Probert decidiu regressar sozinho ao hotel, deixando Lorna continuar sozinha com um mapa de três milhas que traçava uma rota circular até um lago.

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Testemunhas locais, como o agricultor Koos Prinsloo, afirmaram ter visto Lorna relaxada e a pedir direções, indicando com o mapa que tinha se desviado do percurso original. Ela recusou uma carona para voltar ao hotel, e pouco depois desapareceu. A busca organizada incluiu voluntários, cães, barcos e drones, mas até ao momento nenhum vestígio da turista foi encontrado, sendo que o mapa é o único objeto recuperado.

O companheiro, de 81 anos, expressou profundo arrependimento pelo sucedido, reconhecendo que, se tivesse permanecido na caminhada com Lorna, o incidente poderia não ter ocorrido. A vítima também carregava consigo um cartão bancário que nunca foi utilizado, aumentando as suspeitas de abdução intencional.

Investigação aponta possível ritual de “Muti”

As autoridades sul-africanas e investigadores locais acreditam que a turista poderá ter sido vítima de um ritual tradicional de feitiçaria, conhecido localmente como Muti. Esta prática, derivada da palavra zulu “Umuthi”, envolve a preparação de remédios a partir de plantas e outros elementos naturais, podendo, em casos raros e condenados por associações tradicionais, incluir partes humanas, obtidas através de redes de intermediários.

O Muti killings é mais frequente nas regiões norte da África do Sul, especialmente em KwaZulu-Natal, perto da cidade de Mkuze, onde Lorna e o companheiro estavam hospedados. Locais afirmam que o ritual é considerado um dos maiores riscos da região, com diversos desaparecimentos relatados, incluindo crianças, alegadamente relacionados a estas práticas.

O irmão mais velho da vítima, Geoff Sheward, descreveu a possibilidade de um assassinato ritual como “o pior que poderia ter acontecido”, acrescentando que a irmã deve ter sentido medo extremo antes de desaparecer.

Reações oficiais e medidas de investigação

A polícia de KwaZulu-Natal confirmou que não podia comentar detalhes de investigações privadas em curso. O Ghost Mountain Inn declarou que a segurança dos hóspedes é a prioridade máxima, salientando que muitos turistas realizam a caminhada ao lago, acompanhados ou sozinhos, sem incidentes prévios.

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O Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO) afirmou que está em contacto com as autoridades locais e a apoiar a família da turista britânica desaparecida. Até ao momento, as buscas oficiais foram suspensas a 4 de outubro, com os investigadores a seguir novas pistas e analisar possíveis conexões com a prática de Muti.

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