Trump ameaça Irão e desafia democratas em discurso histórico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou na noite de terça-feira seu primeiro pronunciamento sobre o Estado da União referente ao segundo mandato, com duração aproximada de uma hora e 47 minutos.

Donald Trump
Trump ameaça Irão e desafia democratas em discurso histórico © Henny Holston/EPA

Esse tempo marcou um novo recorde pessoal para discursos presidenciais direcionados ao Congresso. Durante a fala, Trump fez críticas contundentes aos democratas e emitiu declarações enfáticas sobre assuntos de política internacional, abordando questões relacionadas ao Irão, à Ucrânia, a Israel, ao Hamas e à Venezuela.

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Tensões com o Irão e prioridade à diplomacia

No decorrer do discurso, Trump afirmou que buscará a paz sempre que for possível, mas enfatizou que “nunca hesitará em enfrentar ameaças à América em qualquer lugar que surjam”, em referência às crescentes tensões com Teerã. O presidente destacou a chamada “Operação Martelo da Meia-Noite”, que em junho atingiu as três principais instalações de enriquecimento de urânio do país: Natanz, Fordow e Isfahan.

Trump acusou o governo iraniano de ter causado a morte de 32 mil manifestantes no último mês e criticou duramente o regime. Apesar das acusações e ameaças, ele afirmou que deseja solucionar os conflitos por meio da diplomacia, incluindo negociações previstas em Genebra. O presidente reafirmou que os EUA não permitirão que o Irão desenvolva armas nucleares, contrariando declarações anteriores do governo iraniano, que insistiu em não buscar armamento nuclear.

Política internacional e tensões internas

Em relação à política externa, Trump reiterou que a invasão russa à Ucrânia não teria acontecido durante seu governo. Ele destacou o envio de armamentos à Ucrânia através da OTAN, salientando que os custos foram totalmente assumidos pelos aliados. O presidente também comentou seus esforços para intermediar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mencionando a libertação de reféns mantidos pelo grupo palestino.

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No campo interno, o discurso trouxe críticas diretas aos democratas. Ao afirmar que encerrara “oito guerras”, a congressista Rashida Tlaib reagiu gritando “É mentira!”. Além disso, quando Trump mencionou Israel, Tlaib respondeu afirmando “É genocídio!”.

América Latina e Venezuela

Sobre a América Latina, o presidente destacou sua atuação na Venezuela, mencionando a queda de Nicolás Maduro, o controle sobre o fluxo de drogas em direção aos EUA e o recebimento de petróleo do país. Trump reafirmou também a colaboração com a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, visando o avanço econômico e social da nação.

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