O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, partilhou na noite de domingo (11 de janeiro de 2026) uma imagem nas suas redes sociais em que a sua página na Wikipédia surge editada com o cargo de presidente interino da Venezuela.

A edição mostra a linha “presidente interino da Venezuela, em exercício, janeiro 2026” logo abaixo da sua fotografia, seguida da referência ao seu mandato como presidente dos EUA. Trata-se, no entanto, de uma montagem e não reflete qualquer designação oficial.
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A publicação ocorre uma semana após uma operação militar norte-americana em Caracas, capital da Venezuela, que resultou na deposição do ditador Nicolás Maduro. Durante a operação, Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, foram detidos e transferidos para os Estados Unidos, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo.
Governo interino e controlo do petróleo venezuelano
Após a captura de Maduro, Trump anunciou ter colocado o governo interino de Delcy Rodríguez sob supervisão dos Estados Unidos. Segundo a administração norte-americana, o país passa a ter controlo sobre o petróleo venezuelano, um recurso estratégico para a economia regional. O presidente norte-americano reuniu-se, na sexta-feira anterior, com executivos da indústria petrolífera para definir os próximos passos da exploração no país sul-americano.

O contexto da intervenção americana gerou tensões adicionais com Cuba, que depende da Venezuela para cerca de 30% do seu consumo de petróleo. Trump declarou que a ilha “está pronta para cair” e apontou que, sem Maduro, o fornecimento de petróleo venezuelano a Havana será comprometido. Durante a operação em Caracas, 32 agentes cubanos que faziam parte da segurança de Maduro foram mortos.
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Implicações regionais e declarações de Trump
Desde a detenção de Maduro, Trump tem feito diversas declarações sobre a influência dos EUA na política interna da Venezuela e sobre a situação em Cuba. O ex-presidente venezuelano e a ex-primeira-dama permanecem detidos em Nova Iorque, enquanto as autoridades norte-americanas avaliam os processos legais relacionados com narcoterrorismo.
A situação mostra a crescente intervenção dos Estados Unidos na América Latina, com potenciais repercussões políticas e económicas para a região, principalmente no setor energético e nas relações diplomáticas com países próximos da Venezuela, como Cuba.

