Terroristas raptam civis e semeiam pânico em Cabo Delgado

Um grupo de supostos terroristas invadiu a aldeia de Muaja, situada ao longo da Estrada Nacional 14 (N14), no distrito de Ancuabe, na província de Cabo Delgado, em Moçambique, e terá raptado vários civis, segundo fontes locais.

Martelo da justiça e algemas
Terroristas raptam civis e semeiam pânico em Cabo Delgado © Freepik

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De acordo com testemunhos recolhidos no terreno, os atacantes chegaram nas primeiras horas do dia e levaram consigo jovens e adolescentes, cuja localização permanece desconhecida. Algumas informações indicam que os indivíduos poderão ter sido encaminhados na direção de Montepuez.

A presença dos suspeitos gerou um clima de medo generalizado, levando vários habitantes a abandonar a aldeia por receio de um ataque mais alargado. Há relatos de que alguns dos indivíduos armados terão sido vistos na zona, o que aumentou o pânico entre a população.

Apesar da gravidade da situação, não há registo de vítimas mortais. No entanto, a circulação rodoviária entre Metoro e Montepuez ficou condicionada devido à alegada presença do grupo armado na região.

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Violência persistente em Cabo Delgado e impacto humanitário

A província de Cabo Delgado, rica em recursos naturais como o gás natural, tem sido palco de uma insurgência armada há vários anos. O primeiro ataque registado ocorreu a 5 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia, marcando o início de um ciclo prolongado de violência na região.

Cabo Delgado tem sido frequentemente afetada por ataques atribuídos a grupos extremistas, situação que continua a provocar deslocações forçadas e instabilidade nas comunidades locais. A zona de Ancuabe, onde se situa a aldeia de Muaja, é uma das mais afetadas pela insegurança recente.

Segundo dados da ACLED, nas últimas semanas foram registados vários eventos violentos na província, muitos dos quais associados a elementos ligados ao Estado Islâmico em Moçambique. Desde o início da insurgência, em 2017, milhares de pessoas terão perdido a vida, num conflito que continua a intensificar-se em diferentes pontos do norte do país.

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As autoridades e organizações de monitorização de conflitos alertam que a situação permanece volátil, com impactos diretos na mobilidade, segurança e condições de vida das populações locais.

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