O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, rejeitou a possibilidade de o Reino Unido participar num bloqueio ao Estreito de Ormuz anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida norte-americana prevê impedir, a partir desta segunda-feira, o acesso de navios a portos iranianos, numa escalada das tensões no Médio Oriente.

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Segundo fontes governamentais, Londres não terá qualquer envolvimento na operação, sublinhando antes a necessidade de garantir a liberdade de navegação numa das rotas marítimas mais importantes para o transporte global de petróleo e gás.
Um porta-voz do Governo britânico afirmou que o país continua empenhado em manter o Estreito de Ormuz aberto, destacando o impacto direto que qualquer bloqueio poderá ter na economia global e no custo de vida.
Tensões aumentam após falha nas negociações entre EUA e Irão
O anúncio do bloqueio surge após o fracasso das negociações presenciais entre os Estados Unidos e o Irão, realizadas no fim de semana em Islamabad, que não resultaram em qualquer acordo, sobretudo no que diz respeito ao programa nuclear iraniano.
Numa publicação na plataforma Truth Social, Donald Trump afirmou que a marinha norte-americana irá bloquear “todos os navios” que tentem entrar ou sair de portos iranianos, acrescentando que embarcações que paguem taxas ao Irão não terão passagem segura em águas internacionais.
Apesar disso, o Comando Central dos EUA esclareceu que navios em trânsito pelo Estreito de Ormuz com destino a outros países não serão impedidos, indicando que a medida será aplicada especificamente a portos iranianos.
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Entretanto, o Irão, através da Guarda Revolucionária, advertiu que qualquer presença militar nas proximidades do estreito poderá ser considerada uma violação do cessar-fogo, elevando o risco de uma escalada significativa do conflito.
Preço do petróleo dispara e comunidade internacional procura solução
Na sequência do aumento das tensões, os preços do petróleo ultrapassaram os 100 dólares por barril, refletindo a preocupação dos mercados energéticos com possíveis interrupções no abastecimento.
O Reino Unido, em coordenação com França e outros aliados, está a trabalhar na criação de uma coligação internacional destinada a proteger a liberdade de navegação e a evitar um agravamento da crise.
Keir Starmer já havia defendido a necessidade de envolver o maior número possível de parceiros numa solução viável para reabrir o estreito, considerado um ponto crítico no comércio marítimo global.
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Estão também em curso discussões sobre a possível remoção de minas marítimas na região, que poderão ter sido colocadas pelo Irão. No entanto, fontes indicam que quaisquer operações britânicas nesse sentido serão distintas de um eventual bloqueio militar liderado pelos Estados Unidos.
O agravamento das tensões levou ainda a críticas de Donald Trump à NATO e ao Reino Unido, acusando-os de falta de apoio em operações ofensivas, enquanto apela ao fim das ambições nucleares iranianas.

