O Governo do Reino Unido anunciou um conjunto abrangente de novas medidas para melhorar a qualidade das refeições escolares, incluindo a proibição de alimentos fritos e a limitação de sobremesas açucaradas. A iniciativa pretende combater a obesidade infantil e a cárie dentária, problemas que afetam uma parte significativa das crianças no país.

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De acordo com as propostas, alimentos fritos deixarão de fazer parte dos menus escolares, enquanto sobremesas como gelados, waffles, bolos e donuts passarão a ser servidas apenas uma vez por semana. Além disso, estas sobremesas deverão conter, pelo menos, 50% de fruta.
As escolas também deixarão de poder oferecer diariamente opções rápidas e pouco saudáveis, como pizza ou folhados. Em alternativa, será reforçada a presença de refeições equilibradas, incluindo pratos como empadão de carne com puré de legumes, burritos de estilo mexicano, frango condimentado com arroz e ervilhas, ou esparguete à bolonhesa.
Cada refeição deverá ser acompanhada por uma ou mais porções de legumes ou saladas, sendo que acompanhamentos fritos, como batatas fritas, serão limitados a duas vezes por semana.
Implementação faseada e reforço da transparência nas escolas
As novas normas, que serão sujeitas a um período de consulta pública de nove semanas, representam a primeira atualização dos padrões alimentares escolares desde 2014. Um dos objetivos é aumentar o consumo de fibras, incentivando a inclusão de mais frutas, vegetais e cereais integrais nas refeições.
Para garantir o cumprimento das regras, cada escola será obrigada a publicar os seus menus online, promovendo maior transparência e fiscalização.
No ensino secundário, será adotada uma abordagem faseada: a partir de setembro do próximo ano, será permitido servir duas porções semanais de sobremesas ou alimentos doces, reduzindo para apenas uma até 2028.
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Apesar da proibição geral de fritos, algumas exceções serão mantidas. Pratos panados ou com polme, como peixe com batatas fritas, poderão continuar a ser servidos uma vez por semana.
Governo destaca impacto na saúde e no custo de vida
O primeiro-ministro Keir Starmer sublinhou que as medidas visam garantir refeições saudáveis para as crianças e aliviar a pressão financeira sobre as famílias. Segundo o governante, a melhoria da alimentação escolar contribui tanto para a saúde futura como para o apoio imediato no contexto do aumento do custo de vida.
Também a secretária da Educação, Bridget Phillipson, classificou a iniciativa como “a mais ambiciosa reforma da alimentação escolar de uma geração”, destacando a importância de assegurar refeições nutritivas que apoiem a aprendizagem e o bem-estar dos alunos.
A medida conta ainda com o apoio de várias figuras públicas e especialistas, incluindo a atriz Emma Thompson, o empresário Henry Dimbleby e o chef Jamie Oliver, que defendem a alimentação escolar como uma oportunidade essencial para melhorar a saúde das crianças a longo prazo.
Atualmente, cerca de uma em cada três crianças termina o ensino primário com excesso de peso ou obesidade, sendo a cárie dentária a principal causa de internamento hospitalar entre crianças dos cinco aos nove anos.
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Paralelamente, o Governo está a expandir os clubes de pequeno-almoço gratuitos, com a criação de novas unidades na região de Grande Manchester, beneficiando milhares de alunos e ajudando as famílias a poupar nos custos diários.


É importante que a alimentação nas escolas sejam mantidas, com certeza ajuda com que mantenham costumes mais saudáveis.