Duas soldadas do Exército de Israel foram resgatadas pela polícia depois de serem perseguidas por um grupo de homens ultraortodoxos na cidade de Bnei Brak, nos arredores de Telavive, segundo noticiou a BBC. Imagens captadas no local mostram as militares a correrem pelas ruas, entre lixo e contentores virados, enquanto agentes formavam uma barreira de protecção.

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De acordo com a polícia, mais de 20 pessoas foram detidas durante o incidente. Três agentes ficaram feridos e vários veículos policiais sofreram danos, incluindo uma viatura patrulha que foi virada e uma mota policial incendiada. A polícia utilizou granadas atordoantes para dispersar a multidão.
Contexto e reacções oficiais
Segundo relatos, as soldadas da Força de Defesa de Israel (IDF) foram erroneamente identificadas como responsáveis pela entrega de notificações de recrutamento militar. O serviço militar é obrigatório para a maioria dos israelitas judeus, mas os ultraortodoxos têm sido historicamente isentos, uma situação que tem gerado tensões quando surgem propostas de alteração.
O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, condenou o episódio como “inaceitável”, sublinhando que se tratava de “uma minoria extrema que não representa toda a comunidade haredi”. “Não permitiremos a anarquia e não toleraremos qualquer dano a militares e forças de segurança que desempenham as suas funções com dedicação e determinação”, acrescentou.
Líderes religiosos judeus também repudiaram a conduta dos envolvidos. O incidente surge num contexto de crescente debate sobre o recrutamento de homens ultraortodoxos não inscritos em estudos religiosos a tempo inteiro, especialmente no contexto do conflito em Gaza.
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Desde a criação do Estado de Israel em 1948, os estudantes de yeshiva em regime de tempo integral estavam isentos do serviço militar, uma dispensa que a Suprema Corte de Justiça de Israel considerou inconstitucional há mais de uma década. A isenção continuou de forma temporária até ser formalmente encerrada no ano passado, obrigando o governo a iniciar a conscrição deste grupo, que representa actualmente cerca de 14% da população israelita.

