Prometendo mudanças na política interna e na cooperação com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), António José Seguro tomou posse esta segunda-feira, 9 de março, como 21.º Presidente da República Portuguesa e o 6.º a ser eleito após o 25 de Abril de 1974.

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Prioridade à estabilidade interna e diálogo com todos os portugueses
Na sua primeira intervenção perante o Parlamento, Seguro destacou a necessidade de estabilidade política e previsibilidade democrática num país marcado por instabilidade. De acordo com o Aim News, o presidente afirmou:
“É urgente garantir previsibilidade democrática”, acrescentando que “tudo farei para promover o diálogo” e que será presidente de “todos os portugueses”, tanto em Portugal como na diáspora.
O novo chefe de Estado abordou ainda temas globais de relevância, como a paz mundial, “mais frágil do que ontem” devido às tentativas de enfraquecimento da ONU, e os efeitos devastadores das alterações climáticas, sublinhando que “nenhum país enfrenta sozinho” este desafio. Moçambique, devido à sua localização, é um dos países mais vulneráveis aos impactos climáticos.
Relações reforçadas com os PALOP
A cerimónia de posse contou com a presença de seis chefes de Estado e de Governo, incluindo Daniel Chapo (Moçambique), João Lourenço (Angola), José Maria Neves (Cabo Verde), Carlos Vila Nova (São Tomé e Príncipe) e Ramos Horta (Timor-Leste). O momento simbólico foi assinalado com 21 tiros de artilharia durante a assinatura do auto de posse.
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O presidente moçambicano, Daniel Chapo, reagiu positivamente às declarações de Seguro sobre uma nova era na cooperação com os PALOP.
Em declarações à RDP/África, Chapo destacou os laços históricos económicos e culturais entre Moçambique e Portugal, considerando o país europeu “estratégico” para o desenvolvimento moçambicano. “Estamos interessados em receber, em Moçambique, o mais rápido possível a visita do novo Presidente da República”, acrescentou.

