Um homem foi condenado a dois anos e três meses de prisão após roubar uma mala que continha um raro ovo Fabergé e um relógio de luxo avaliados em cerca de 2,2 milhões de libras, num pub no bairro de Soho, em Londres.
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O incidente ocorreu na noite de 7 de novembro de 2024, pouco antes das 22h, no pub Dog and Duck, localizado na Bateman Street. As imagens de videovigilância mostram o momento em que Enzo Conticello, de 29 anos, sai do estabelecimento com a mala Givenchy pertencente a Rosie Dawson, que se encontrava na área de fumadores.

Dentro da mala estavam um ovo Fabergé incrustado com esmeraldas e um relógio correspondente, além de um computador portátil e uma carteira com cartões bancários. As peças de luxo tinham sido exibidas num evento momentos antes do furto e pertenciam à empresa empregadora da vítima, a Craft Irish Whiskey Company.

Investigação policial e captura do suspeito
O Tribunal da Coroa de Southwark ouviu que Conticello procurava “dinheiro fácil” e que terá entregue a mala para financiar o consumo de drogas. Até ao momento, os objetos roubados continuam desaparecidos.
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Após o crime, a polícia metropolitana de Londres iniciou uma investigação detalhada, analisando imagens de CCTV que também mostram o suspeito a tentar furtar outra mochila minutos antes do roubo. As autoridades confirmaram ainda que Conticello utilizou os cartões bancários roubados em várias lojas nas horas seguintes.

O suspeito foi identificado, mas não foi localizado nas moradas conhecidas. Acabou por ser detido em Belfast, a 9 de novembro de 2025, pela Polícia da Irlanda do Norte, no âmbito de um crime distinto. Durante a detenção, apresentou uma identidade falsa.
Detetives deslocaram-se posteriormente a Belfast para efetuar a sua detenção formal, após a sua libertação da prisão de Maghaberry, tendo sido depois transferido para Londres, onde compareceu em tribunal.
Objetos continuam desaparecidos e autoridades apelam à colaboração
Apesar da condenação, o paradeiro do ovo Fabergé e do relógio permanece desconhecido. A polícia mantém o apelo ao público para qualquer informação que possa levar à recuperação dos bens, descrevendo o ovo como uma peça de cerca de 10 centímetros, em tons de verde e dourado, e o relógio como sendo em ouro rosa com pulseira de couro castanha.
Segundo o detetive responsável pela investigação, Arben Morina, o crime teve um impacto significativo na vítima e demonstra a gravidade de atos motivados pela ganância. As autoridades continuam empenhadas em localizar os objetos e esclarecer todos os contornos do caso.
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Um segundo suspeito, de 32 anos, foi também identificado através das imagens, tendo sido detido por suspeita de furto e uso fraudulento dos cartões. Recebeu uma advertência pelas infrações financeiras, não tendo sido alvo de acusação pelo roubo.
As investigações prosseguem.

