O Governo do Reino Unido está a preparar legislação que poderá proibir os condutores de fumar, vapear ou utilizar produtos de tabaco aquecido quando transportem menores de 18 anos no automóvel. A medida integra um pacote mais amplo destinado a reduzir os riscos do fumo passivo e a proteger crianças e pessoas vulneráveis.

Os ministros encontram-se a elaborar planos para alargar as zonas livres de fumo, abrangendo parques infantis, imediações de escolas e veículos com menores a bordo. A iniciativa surge no âmbito de uma estratégia do Department of Health para mitigar os impactos do tabagismo passivo, associado a doenças cardíacas, cancro do pulmão e agravamento da asma.
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A proposta prevê ainda a proibição de fumar no exterior de hospitais e outras unidades de saúde. Nestes locais, o uso de cigarros eletrónicos poderá continuar a ser permitido, como forma de apoiar fumadores que procuram deixar o tabaco tradicional.
Espaços abrangidos e exceções previstas
Atualmente, o consumo de tabaco já é proibido em espaços interiores públicos. Com as novas regras, esses locais passarão também a ser oficialmente livres de vape. A interdição deverá aplicar-se igualmente a locais de trabalho e transportes públicos.
Contudo, o plano prevê exceções. Áreas exteriores associadas a estabelecimentos de restauração e bebidas — como esplanadas de bares, pubs e restaurantes — não serão abrangidas pela proibição, mantendo-se a possibilidade de fumar e vapear nesses espaços. Também praias e outros espaços públicos ao ar livre ficarão de fora das restrições, assim como as habitações privadas.
O secretário da Saúde, Wes Streeting, sublinhou que “nenhuma criança num parque infantil ou doente num hospital deve sofrer porque outra pessoa decide fumar”. O governante defendeu que a prevenção é essencial para reduzir a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde e promover uma sociedade mais saudável.
Comunidade médica e organizações apoiam a iniciativa
O diretor clínico nacional, Chris Whitty, alertou para os efeitos nocivos do fumo passivo em pessoas que não fumam, destacando o aumento do risco de asma, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, vários tipos de cancro e complicações na gravidez. Segundo o responsável, os riscos são particularmente elevados para crianças, grávidas e indivíduos com condições médicas pré-existentes.
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A proposta conta também com o apoio da British Heart Foundation. A diretora executiva da instituição, Charmaine Griffiths, defendeu que nenhuma criança deve ser exposta a “nuvens de fumo passivo potencialmente mortais” no caminho para a escola ou para o parque infantil, apelando à rápida implementação das medidas.
O plano será sujeito a consulta pública antes de avançar para o processo legislativo. Caso seja aprovado, representará um novo passo na política de controlo do tabagismo no Reino Unido, reforçando a proteção da saúde pública, sobretudo entre os mais vulneráveis.

