Rapto de criança em Slough leva homem a tribunal

Um homem de 51 anos foi considerado culpado de raptar uma criança de seis anos, depois de ter abordado fisicamente três menores que brincavam à porta da sua residência, num caso que o tribunal descreveu como “gravemente preocupante”. O incidente ocorreu em Slough, no condado de Berkshire, no Reino Unido, e levou a uma forte condenação por parte da justiça devido à natureza dos factos e ao historial do arguido.

Um homem de 51 anos foi considerado culpado de raptar uma criança
Rapto de criança em Slough leva homem a tribunal © Jonathan Brady/PA Wire

Abordagem a crianças causou alarme na comunidade

De acordo com os factos apresentados em tribunal, Sajid Hussain, de 51 anos, aproximou-se de três crianças, com idades entre seis, sete e 13 anos, que se encontravam a brincar no exterior da sua casa. O juiz Louis Weston explicou que o arguido teve contacto físico com todas as crianças, abraçando-as e beijando-as, antes de se afastar do local.

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Após essa abordagem, Hussain levou consigo a criança de seis anos, chegando a pegá-la ao colo e a tentar colocá-la no interior de um automóvel estacionado nas proximidades. As restantes crianças alertaram imediatamente adultos que se encontravam nas imediações, o que levou a uma rápida intervenção e à recuperação da menor.

Tentativa de justificar o ato e intervenção de terceiros

Quando foi confrontado por outros adultos, o arguido alegou que a criança era sua filha, numa tentativa de justificar o seu comportamento. A intervenção célere de moradores da zona impediu que o rapto se consumasse, evitando consequências potencialmente mais graves.

O episódio gerou grande alarme na comunidade local, levando as autoridades a reforçar a vigilância na área e a apelar à denúncia imediata de situações suspeitas envolvendo menores.

Consumo de drogas e extenso historial criminal

Durante a audiência no Tribunal da Coroa de Reading, realizada por videoconferência a partir da prisão, foi revelado que Sajid Hussain se encontrava sob o efeito de drogas no momento em que cometeu os crimes.

Segundo o juiz, o arguido possui um extenso historial criminal, incluindo infrações relacionadas com droga, violação de ordens de restrição, posse e uso de armas brancas, bem como um crime de furto com arrombamento cometido em 2024, pelo qual já tinha sido condenado a pena de prisão. Foi ainda confirmado que se encontrava em liberdade condicional quando abordou as crianças.

Tribunal sublinha gravidade e perigo do comportamento

Na leitura da decisão, o juiz classificou os factos como “perturbadores e de profunda preocupação”, salientando o perigo representado por um homem adulto, com antecedentes de violência, que abordou crianças desconhecidas em espaço público e tentou afastar-se com uma delas.

Sajid Hussain assumiu a culpa pelo crime de rapto e por três crimes de agressão, esclarecendo que o contacto físico com as crianças não teve natureza sexual, posição aceite pelo tribunal no enquadramento jurídico do processo.

Estado mental do arguido sob avaliação

O tribunal teve ainda conhecimento de que, nos meses anteriores aos factos, o arguido terá desenvolvido delírios de grandeza, acreditando possuir capacidades telepáticas e afirmando comunicar com Deus. Perante estes indícios, o Ministério Público defendeu a necessidade de um novo relatório psiquiátrico, admitindo a aplicação de uma ordem de internamento hospitalar como medida alternativa ou complementar à pena de prisão.

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Decisão adiada para março

O processo foi adiado para 5 de março, data em que o tribunal irá analisar os relatórios médicos e decidir os próximos passos, incluindo a sentença final ou a aplicação de medidas de saúde mental adequadas.

As autoridades reforçam o apelo à vigilância comunitária e à comunicação imediata de comportamentos suspeitos, sublinhando a importância da proteção de menores em espaços públicos.

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