Quatro detidos por furto de 1.660 quilos de cobre em Sines

Quatro homens foram detidos em flagrante pela Guarda Nacional Republicana (GNR) enquanto furtavam cabos de cobre de uma central termoelétrica em processo de desmantelamento, situada em Sines. No momento da interceção, o grupo tinha já na sua posse 1.660 quilos de cobre, material que seria alegadamente comercializado em sucatas, gerando prejuízos avultados.

Quatro homens foram detidos
Quatro detidos por furto de 1.660 quilos de cobre em Sines © John Keeble/Getty Images

Os suspeitos, com idades entre os 19 e os 30 anos, percorreram vários quilómetros durante a madrugada até à infraestrutura industrial. Após invadirem o espaço, utilizaram uma serra elétrica para cortar diferentes segmentos de cabos de cobre ainda existentes nas instalações. O material foi depois transportado para uma carrinha que servia de apoio logístico à operação.

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A presença dos indivíduos acabou por ser sinalizada e denunciada às autoridades. Militares do Núcleo de Investigação Criminal de Santiago do Cacém deslocaram-se rapidamente ao local, onde surpreenderam os suspeitos no momento em que procediam ao corte e carregamento dos cabos.

Operação envolveu vários postos territoriais

A intervenção contou ainda com o reforço de militares dos postos territoriais de Sines, Santo André e Santiago do Cacém, permitindo a interceção eficaz do grupo e a apreensão da totalidade do cobre já retirado da central.

Segundo fonte oficial da GNR, o furto de metais, em particular cobre, tem sido uma prática recorrente naquela infraestrutura desde que teve início o processo de desmantelamento. O elevado valor comercial deste material no mercado paralelo torna este tipo de instalações industriais alvos frequentes de grupos organizados.

A mesma fonte confirmou que já foram realizadas várias detenções relacionadas com ocorrências semelhantes no local, sendo que as mais recentes tinham ocorrido na passada quinta-feira.

Medidas de coação distintas aplicadas aos arguidos

Após a detenção, os quatro homens foram constituídos arguidos e presentes a primeiro interrogatório judicial. O tribunal determinou a aplicação de prisão preventiva a um dos suspeitos, considerado o elemento com maior grau de responsabilidade ou risco processual.

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Os restantes três foram libertados, ficando sujeitos à medida de coação de apresentações bissemanais nas instalações policiais mais próximas das respetivas áreas de residência.

As autoridades prosseguem agora as diligências de investigação para apurar se os detidos estarão ligados a outros furtos registados na mesma central termoelétrica ou noutras infraestruturas industriais da região.

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