Professores de duas escolas primárias em Greater Manchester estão em greve devido ao aumento da violência por parte dos alunos, que alegam ter atingido níveis “insustentáveis”. De acordo com o Sky News, as agressões contra o corpo docente têm ocorrido com tanta frequência que se tornaram “quase diárias”, e há relatos de professores que chegam a temer pela sua segurança.

A greve foi iniciada na terça-feira nas escolas Lily Lane Primary, em Manchester, e Ravensfield Primary, em Tameside, após repetidas tentativas de dialogar com a administração sobre a “cultura de violência” nas escolas, sem que essas preocupações tenham sido atendidas. Segundo a NASUWT, sindicato dos professores, em algumas situações os alunos agrediram os docentes com mordidas, chutes, socos e até cusparadas.
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Situação insustentável: violências físicas e psicológicas
Na escola Ravensfield, os relatos indicam que os alunos chegaram a trazer facas para a instituição e arremessar móveis contra os professores. Além disso, alguns comportamentos agressivos levaram à implementação de medidas de segurança, como bloqueio de portas de incêndio e lockdowns, após alunos se aventurarem pelas varandas sem supervisão.
Na Lily Lane Primary, o quadro não é diferente. As agressões dos alunos aos professores e colegas se tornaram um fenómeno quase diário, conforme relatado pelos membros da NASUWT. A situação gerou grande preocupação, não só pelo impacto físico das agressões, mas também pelos danos psicológicos causados aos educadores, que enfrentam altos níveis de stress e ansiedade.
Resposta da administração: alegações de negligência e intimidação
A administração da Changing Lives in Collaboration (CLiC) Trust, que gere ambas as escolas, reagiu às alegações, afirmando que a segurança e o bem-estar dos alunos e funcionários são a sua prioridade. Jo Ashcroft, CEO do CLiC, afirmou que “arranjos estavam em vigor para garantir que as escolas permanecessem abertas durante a greve” e destacou que estavam a trabalhar de perto com as escolas para manter elevados padrões de segurança. No entanto, a diretora lamentou que a greve tenha ocorrido tão rapidamente após o início das negociações, sem tempo suficiente para uma resposta adequada.
Apesar da gestão afirmar que está disposta a dialogar, o sindicato argumenta que a situação já foi negligenciada por muito tempo. A NASUWT denunciou ainda que os professores que levantaram preocupações sobre o apoio a alunos com necessidades educativas especiais ou sobre a falta de políticas eficazes para lidar com a agressividade foram suspensos ou tiveram os seus contratos não renovados.
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Matt Wrack, secretário-geral da NASUWT, acusou o CLiC de não só falhar em garantir um ambiente seguro, mas também de tentar “intimidar e punir os funcionários que reportam as suas preocupações”. Wrack afirmou que a greve é um “declaração de emergência” por parte dos professores, que estão a ver a sua saúde e segurança comprometidas.
Proximidade do reinício das greves
A greve continuará nesta quinta-feira e se estenderá durante as semanas de 13 a 15 de janeiro e 20 a 22 de janeiro. Os professores esperam que a situação seja resolvida rapidamente, antes que mais danos sejam causados, tanto para a saúde física como mental dos educadores e para o ambiente escolar como um todo.

