
Um recluso foi formalmente acusado do homicídio de Ian Huntley, condenado pelo assassinato das meninas Holly Wells e Jessica Chapman em 2002, em Soham, Inglaterra, um crime que chocou o país há mais de duas décadas.
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Ataque ocorreu em oficina prisional
O ataque ocorreu a 26 de fevereiro numa oficina da prisão de segurança máxima HMP Frankland, situada no condado de Durham. De acordo com as autoridades, Huntley, de 52 anos, foi agredido na cabeça com uma barra metálica pontiaguda, sofrendo ferimentos graves. Os serviços de emergência foram acionados imediatamente, tendo o recluso sido transportado para o hospital.
Huntley permaneceu uma semana em suporte de vida, mas acabou por ser declarado morto no sábado seguinte, após sofrer cegueira e danos cerebrais irreversíveis. A mãe do condenado, Lynda Richards, de 71 anos, esteve presente ao seu lado quando os médicos desligaram o suporte de vida, segundo fontes próximas à família.
Acusação e antecedentes do agressor
Anthony Russell, de 43 anos, que cumpre atualmente uma pena de prisão por homicídio, foi acusado formalmente do homicídio de Huntley. O suspeito irá comparecer via videoconferência no tribunal de Newton Aycliffe a 11 de março. A Polícia de Durham indicou que a acusação decorre de uma investigação exaustiva sobre o ataque.
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O Serviço de Procuradoria do Reino Unido (Crown Prosecution Service) confirmou que reuniu provas suficientes para levar o caso a julgamento e enfatizou que é do interesse público prosseguir com o processo.
Histórico de agressões a Huntley na prisão
Ian Huntley era considerado um “prisioneiro vulnerável” e mantido isolado da população carcerária geral, mas mesmo assim foi alvo de diversos ataques ao longo do tempo. Em 2010, por exemplo, foi agredido pelo ladrão Damien Fowkes, que lhe provocou um corte profundo de 18 cm no pescoço com uma arma improvisada, ferida que necessitou de 21 pontos. Estes episódios revelam o elevado risco a que Huntley esteve exposto durante o cumprimento da pena.
O homicídio de Huntley reacende o debate sobre a segurança de condenados notórios nas prisões britânicas, especialmente aqueles que, por razões de proteção, deveriam estar sob medidas especiais de vigilância.

