O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, afirmou esta sexta-feira que pretende ver reparada, no prazo máximo de 15 dias, a ponte-cais que liga a cidade de Inhambane ao distrito da Maxixe, na sequência dos danos provocados pelo ciclone Gezani.

Durante uma visita ao local, na província de Inhambane, sul do país, o chefe de Estado explicou que a decisão formal para o arranque da obra deverá ser tomada na próxima segunda-feira, permitindo ao empreiteiro iniciar os trabalhos. Segundo os prazos preliminares apresentados, a intervenção deverá durar entre 10 a 15 dias.
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A estrutura, atualmente submersa, será inicialmente reflutuada, seguindo-se uma avaliação técnica detalhada da plataforma e a execução das reparações necessárias. O plano envolve a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, o Ministério dos Transportes e Comunicações e equipas especializadas.
Infraestrutura é vital para mobilidade e economia local
Daniel Chapo sublinhou a relevância estratégica da ponte-cais para a população e para a economia provincial. “É uma ponte extremamente importante, porque atravessam aqui, por dia, entre 2.000 a 3.000 pessoas”, destacou.
A ligação entre Inhambane e Maxixe é considerada fundamental para o transporte de pessoas e mercadorias, sendo um eixo essencial para o comércio local e regional.
O Presidente elogiou ainda a atuação preventiva do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Riscos de Desastres (INGD), referindo que os avisos emitidos antes da chegada do ciclone permitiram reduzir o número de vítimas e os prejuízos humanos.
Ciclone Gezani agravou impactos da época chuvosa
O ciclone Gezani atingiu a província de Inhambane nos dias 13 e 14 de fevereiro, afetando 6.165 pessoas, o equivalente a 1.682 famílias. O balanço aponta para cinco mortos e cinco feridos, além de 316 casas totalmente destruídas e 1.855 parcialmente danificadas.
No conjunto da atual época chuvosa, que decorre desde outubro, Moçambique registou 228 mortos, mais de 863 mil pessoas afetadas, 12 desaparecidos e 321 feridos, segundo dados atualizados pelo INGD.
As cheias de janeiro provocaram pelo menos 27 mortes e afetaram mais de 724 mil pessoas. No mesmo período, 5.906 habitações ficaram totalmente destruídas, 14.815 parcialmente danificadas e 183.812 foram inundadas.
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Os prejuízos estendem-se ainda a 272 unidades de saúde, 81 casas de culto e 677 escolas. No setor agrícola, foram afetados 554.805 hectares, dos quais 288.030 considerados perdidos, impactando 365.409 agricultores. Registaram-se igualmente perdas significativas de gado e danos em 7.845 quilómetros de estradas, 36 pontes e 123 aquedutos.
Perante este cenário, o Governo reforça a necessidade de acelerar as obras de recuperação das infraestruturas críticas, consideradas essenciais para o regresso à normalidade nas zonas afetadas.

