Predador sexual condenado por ataques a mulheres no metro de Londres

Um homem de 38 anos foi condenado a um ano e dez meses de prisão no Reino Unido por uma série de agressões sexuais e perseguição a mulheres em transportes públicos de Londres.

Um homem de 38 anos foi condenado
Predador sexual condenado por ataques a mulheres no metro de Londres © BTP

Craig Anthony Anderson, sem morada fixa, foi considerado culpado de quatro crimes de agressão sexual e um de perseguição, após atacar várias mulheres em estações e comboios entre junho e outubro do ano passado.

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Segundo a investigação, o arguido abordava mulheres que viajavam sozinhas, iniciando conversas antes de cometer os abusos. Um dos casos ocorreu na estação de Bank, onde seguiu uma jovem e, após esta recusar interagir, acabou por agredi-la sexualmente. Imagens de videovigilância captaram o momento em que o suspeito se ri e faz gestos provocatórios após o ataque.

Vítimas foram perseguidas e assediadas durante semanas

Noutro episódio, o agressor contactou uma jovem num comboio em Guildford, tendo obtido o seu número de telefone. A partir daí, passou a assediá-la com mensagens persistentes e de teor sexual durante várias semanas.

A vítima recusou encontrar-se com o suspeito, mas este continuou a persegui-la, chegando a segui-la desde a estação de Epsom até um comboio com destino a Londres. Durante o percurso, o homem insultou-a e tentou roubar-lhe a mala, levando a jovem a refugiar-se na casa de banho do comboio até conseguir escapar em segurança.

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O comportamento de Craig Anthony Anderson prolongou-se ao longo de vários meses, com o envio de mensagens e imagens de teor sexual, causando medo constante às vítimas.

Ataques repetidos em várias estações e detenção após investigação

O arguido atacou ainda outras mulheres em locais como a estação de Liverpool Street e Westminster, onde recorreu a pretextos como pedidos de informação para se aproximar das vítimas antes de as agredir.

Num dos últimos incidentes, ocorrido em outubro na estação de Purley, o suspeito voltou a abordar uma mulher com perguntas pessoais, insistindo em obter os seus contactos. Após a recusa, acabou por agredi-la sexualmente dentro do comboio, impedindo-a inicialmente de sair do lugar. A vítima conseguiu fugir na estação seguinte.

A detenção do suspeito foi possível graças ao trabalho da polícia britânica, que utilizou imagens de videovigilância e procedimentos de identificação para localizar o agressor. Anderson foi posteriormente intercetado num escritório de passaportes, onde alegava estar prestes a abandonar o país.

Tribunal aplica medidas restritivas após condenação

Para além da pena de prisão, o tribunal impôs uma ordem de prevenção de danos sexuais com duração de 10 anos, proibindo o arguido de se aproximar, sentar ou permanecer próximo de mulheres que viajem sozinhas.

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Durante o processo judicial, foi destacado o comportamento do arguido, que demonstrou falta de arrependimento, recusando prestar declarações e mantendo uma postura de desdém.

As autoridades sublinharam ainda a importância da colaboração das vítimas, cuja denúncia foi essencial para a investigação e condenação, considerando que a decisão judicial poderá contribuir para algum sentimento de justiça e segurança.

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