Pet sitters condenados após agredirem cães de família durante férias dos donos

Dois pet sitters foram condenados depois de terem sido apanhados em vídeo a agredir, arrastar e pontapear cães de uma família enquanto estes se encontravam de férias. O caso ocorreu em Solihull, no West Midlands, Reino Unido, durante o verão de 2024.

Dois pet sitters
Pet sitters condenados após agredirem cães de família durante férias dos donos © SWNS

Os arguidos, Paige Williams e o companheiro Bradley Archer, tinham sido contratados para cuidar de três cães, dois gatos e duas aves de rapina durante um período de quatro semanas.

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Vídeos revelam agressões e maus-tratos a animais

Quando regressaram a casa, os proprietários descobriram imagens captadas por câmaras de segurança instaladas na cozinha e no jardim, que revelavam comportamentos violentos contra os animais.

As gravações mostram os dois pet sitters a arrastar cães pelo pescoço, a levantar animais à força e, em alguns momentos, a pontapear e a bater-lhes. Num dos vídeos, é possível ver uma das suspeitas a atirar violentamente um cão contra as lajes do pátio.

Em várias ocasiões, o casal também surge a gritar com os animais e a exibir atitudes agressivas durante o tratamento dos mesmos.

Caso envolveu investigação da RSPCA e múltiplas provas em vídeo

Os donos dos animais apresentaram 51 vídeos como prova à RSPCA, vídeo mostrado pela metro, organização britânica de proteção animal, que abriu uma investigação ao caso.

As agressões terão ocorrido principalmente sobre dois cães da raça German Shorthaired Pointer, com 13 meses e três anos de idade.

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De acordo com o inspetor Ben Jones, responsável pela investigação, os animais foram sujeitos a quatro semanas de maus-tratos, incluindo confinamento em jaulas, perseguições e comportamento intimidatório constante.

Condenação e proibição de ter animais

O casal compareceu no Tribunal de Magistrados de Coventry, onde ambos se declararam culpados de uma infração relacionada com o incumprimento do dever de cuidado adequado de animais ao abrigo da Lei do Bem-Estar Animal.

Paige Williams foi condenada a uma ordem comunitária de 12 meses, com 140 horas de trabalho não remunerado, além do pagamento de custas e taxa adicional de compensação à vítima.

Bradley Archer recebeu igualmente uma ordem comunitária de 12 meses, com 40 horas de trabalho comunitário, bem como o pagamento de custas e taxa de compensação.

Ambos foram ainda proibidos de deter animais durante sete anos.

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Autoridades destacam quebra de confiança e sofrimento animal

Segundo a RSPCA, os donos confiaram os seus animais a profissionais acreditando que estes seriam bem tratados durante a sua ausência. No entanto, essa confiança foi gravemente traída.

O inspetor Ben Jones sublinhou que os animais apresentaram sinais de medo e alterações comportamentais após o regresso dos donos, evidenciando o impacto do tratamento a que foram sujeitos.

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