Mulher descobre cancro cerebral terminal após mala cair sobre a cabeça num comboio

Uma mulher britânica de 29 anos descobriu que tinha um tumor cerebral após um acidente invulgar durante uma viagem de comboio. Lauren Macpherson seguia de regresso a Cardiff depois de um festival de música, durante o feriado bancário de agosto do ano passado, quando uma mala de cerca de 16 quilos caiu do compartimento superior e atingiu a sua cabeça.

Uma mulher britânica de 29 anos descobriu que tinha um tumor cerebral
Mulher descobre cancro cerebral terminal após mala cair sobre a cabeça num comboio © Lauren Macpherson/Wales News Service

Após o impacto, a jovem foi retirada do comboio e transportada para o hospital, uma vez que os médicos suspeitavam de possíveis lesões na coluna ou de uma concussão.

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Contudo, um exame de tomografia revelou algo inesperado: uma sombra no cérebro. Investigações médicas posteriores confirmaram a presença de um tumor cerebral.

Segundo os médicos, Lauren sofre de um tipo de tumor denominado Oligodendroglioma, que tem uma esperança média de vida estimada entre 10 e 12 anos após o diagnóstico.

Sintomas vinham a agravar-se há vários anos

A jovem explicou que já vinha a sentir diversos sintomas há algum tempo, mas acreditava que estariam relacionados com o seu diagnóstico de perturbação de défice de atenção e hiperatividade.

Entre os sinais relatados estavam fadiga extrema, dificuldades de memória, dores de cabeça, dores de estômago e alterações emocionais.

Segundo Lauren, nos últimos dois anos os sintomas tornaram-se mais intensos, chegando a impedir que se levantasse da cama em alguns dias.

Apesar do choque inicial ao receber o diagnóstico, a jovem afirmou que a notícia acabou por fazer sentido perante os problemas de saúde que vinha a enfrentar.

Inicialmente, os médicos temeram o pior cenário e chegaram a admitir que a esperança de vida poderia ser inferior a um ano, até que fosse possível realizar uma biópsia para determinar o tipo exato de tumor.

Diagnóstico trouxe nova perspetiva de vida

Após a realização da biópsia, os especialistas confirmaram tratar-se de um oligodendroglioma, um tumor cerebral raro que, apesar de grave, pode permitir uma sobrevivência mais longa do que inicialmente se receava.

Com o diagnóstico definitivo, Lauren afirmou que passou a encarar a vida com uma nova perspetiva, procurando aproveitar ao máximo o tempo disponível.

Entre os planos imediatos está a organização do casamento com o namorado, Zak, bem como uma viagem a Itália para celebrar o seu 30.º aniversário.

A jovem mantém uma postura otimista, sobretudo após ter sido autorizada a iniciar um novo tratamento com um medicamento desenvolvido recentemente, que tem demonstrado resultados promissores em doentes com tumores cerebrais.

Segundo Lauren, a evolução da medicina dá-lhe esperança de que novos avanços possam prolongar a sua esperança de vida nos próximos anos.

Jovem angaria fundos para investigação sobre tumores cerebrais

Além de lidar com o diagnóstico, Lauren decidiu também envolver-se em ações solidárias. A jovem tem vindo a angariar fundos para a organização Brain Tumour Research, dedicada ao estudo e tratamento de tumores cerebrais.

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Para apoiar a causa, comprometeu-se a caminhar 10 mil passos por dia, iniciativa que já permitiu reunir mais de 2.800 libras para financiar projetos de investigação.

Apesar das dificuldades impostas pela doença, Lauren afirma que pretende continuar a viver com esperança e determinação, acreditando que os avanços científicos poderão transformar o futuro de pessoas com diagnósticos semelhantes.

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