Um homem de 20 anos foi detido por suspeita do crime de violência doméstica contra a própria avó, de 64 anos, com quem vivia há cerca de três meses, na cidade de Caldas da Rainha.

A detenção foi efetuada pela Polícia de Segurança Pública, através da Esquadra de Investigação Criminal da Divisão Policial local, informou o Comando Distrital de Leiria da PSP em comunicado divulgado este sábado.
PUBLICIDADE
Has your vehicle been impounded for no insurance? Get impounded car insurance fast.
Segundo as autoridades, a operação ocorreu no passado dia 8 de março, fora de flagrante delito e em cumprimento de um mandado de detenção emitido pelas autoridades judiciais. A ação resultou de uma investigação que indicia o jovem pela prática reiterada de atos de violência contra a avó.
Após a detenção, o suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal determinado a aplicação de várias medidas de coação, incluindo o afastamento da vítima e a proibição de qualquer tipo de contacto. Foi ainda ordenada a instalação de um dispositivo de alerta, destinado a reforçar a proteção da vítima e a garantir o cumprimento das medidas impostas.
Agressões físicas, insultos e ameaças de morte
De acordo com os elementos recolhidos durante a investigação, o jovem adotava um comportamento agressivo e intimidatório, recorrendo frequentemente a agressões físicas, verbais e ameaças dirigidas à avó.
Entre os episódios descritos pelas autoridades, o suspeito terá empurrado a vítima contra uma parede no interior da habitação, proferido diversos insultos e ameaçado a sua integridade física, incluindo ameaças de morte.
Além das agressões físicas e da violência psicológica, o homem também terá causado danos no interior da residência onde ambos viviam. Segundo a PSP, o suspeito destruía mobiliário e outros bens da casa, criando um ambiente de intimidação constante.
As autoridades acrescentam ainda que o jovem exercia pressão económica e patrimonial sobre a vítima, da qual dependia financeiramente desde que passou a residir com ela.
Comportamentos agressivos também ocorriam em espaços públicos
De acordo com o comunicado policial, vários episódios de agressividade ocorreram não apenas dentro da habitação, mas também em espaços públicos da cidade.
Nestes locais, a vítima era frequentemente alvo de humilhações, insultos e comportamentos intimidatórios por parte do neto, situação que agravava o clima de medo e pressão psicológica vivido pela idosa.
A PSP sublinha que estes comportamentos reiterados contribuíram para reforçar os indícios da prática do crime de violência doméstica, o que levou à emissão do mandado de detenção.
Jovem abandonou acompanhamento psicológico
Segundo as autoridades, o suspeito passou a viver com a avó no final de 2025, depois de ter residido anteriormente com outro familiar na cidade de Lisboa.
Durante esse período, o jovem encontrava-se a ser acompanhado em consultas de natureza psicológica, uma vez que sofre de uma patologia do foro mental.
No entanto, apesar do acompanhamento inicial por especialistas, o suspeito terá abandonado o seguimento clínico e não se encontrava atualmente em tratamento no momento em que ocorreram os episódios de violência.
Família já tinha procurado ajuda para o jovem
A PSP revelou ainda que a vítima já tinha solicitado ajuda no final de 2025, numa tentativa de garantir que o neto recebesse apoio psicológico adequado.
O objetivo da idosa era procurar uma solução que permitisse melhorar o comportamento do jovem e evitar o agravamento da situação de conflito no seio familiar.
Contudo, apesar das tentativas de apoio e acompanhamento, os comportamentos agressivos persistiram, culminando na investigação policial e na posterior detenção do suspeito.
Vítima recebe estatuto de proteção especial
No âmbito do processo, a avó do suspeito foi reconhecida pelas autoridades como vítima especialmente vulnerável no contexto do crime de violência doméstica.
PUBLICIDADE
Looking for car insurance in the UK? Compare car insurance with I Compare 4U.
Este estatuto confere um conjunto de direitos e medidas específicas de proteção e apoio, incluindo acompanhamento especializado e mecanismos adicionais de segurança, destinados a salvaguardar a integridade física e psicológica da vítima durante o decorrer do processo judicial.
As autoridades reforçam que a denúncia de situações de violência doméstica é fundamental para permitir a intervenção das forças de segurança e garantir a proteção das vítimas.

