Uma mulher foi condenada a dois anos e dois meses de prisão no Reino Unido após atacar o companheiro com uma garrafa de vinho partida, depois de descobrir que ele era um agressor sexual condenado.

Aisha McConnell, de 41 anos, protagonizou dois episódios violentos contra o parceiro, com quem mantinha uma relação há cerca de dois anos. Segundo o tribunal, a mulher reagiu após descobrir que o homem lhe tinha ocultado o seu passado criminal.
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O caso foi julgado no Tribunal da Coroa de Snaresbrook, em Londres, onde foi revelado que o companheiro de McConnell tinha sido condenado por um crime sexual em 2021. Apesar de os detalhes da infração não terem sido divulgados, o homem recebeu uma pena de serviço comunitário e ficou sujeito a uma Ordem de Prevenção de Danos Sexuais durante cinco anos.
Numa carta dirigida ao juiz responsável pela sentença, McConnell afirmou que estava “profundamente apaixonada” pelo companheiro e que decidiu continuar a relação após acreditar na versão minimizada que ele lhe apresentou sobre o caso.
Ataques ocorreram em novembro do ano passado
Os incidentes ocorreram em novembro do ano passado, na zona de Bow, no leste de Londres. A polícia foi inicialmente chamada após relatos de uma mulher a agredir um homem na rua durante a madrugada.
Quando os agentes chegaram ao local, encontraram o companheiro de McConnell com hematomas no rosto. Na altura, o homem alegou ter sido atacado por três indivíduos desconhecidos, mas a mulher acabou por ser detida.
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Dois dias depois, McConnell foi novamente presa, desta vez perto da estação de Shadwell, após um novo ataque. De acordo com o tribunal, a arguida partiu uma garrafa de vinho contra uma parede e utilizou os fragmentos para atingir o parceiro repetidamente.

A vítima foi transportada para o hospital com o nariz partido e um ferimento na cabeça. Após o segundo episódio, o homem prestou um depoimento completo às autoridades sobre ambas as agressões.
Segundo o seu testemunho, antes do primeiro ataque terá dado “uma bofetada leve” a McConnell durante uma discussão, após alegadamente ter sido insultado várias vezes. A mulher respondeu com uma cabeçada.
Tribunal rejeitou pena suspensa
Durante a audiência, a defesa pediu ao tribunal que aplicasse uma pena suspensa, argumentando que McConnell já tinha passado sete meses em prisão preventiva e demonstrava sinais de reabilitação.
Na carta apresentada ao juiz, a arguida reconheceu a gravidade dos atos cometidos.
“Sei que aquilo que lhe fiz foi horrível. Não tento justificar-me. Mereço ser castigada”, escreveu.
Apesar disso, o juiz Leo Seelig considerou que a gravidade dos ataques justificava uma pena de prisão efetiva.
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“Isto não foi legítima defesa, mas sim uma retaliação motivada pela raiva”, afirmou o magistrado durante a leitura da sentença.
Além das acusações de ofensas à integridade física e posse de arma ofensiva, McConnell foi ainda condenada por agressão a um agente de emergência.

