Jovem condenado por matar idosa com bicicleta elétrica ilegal

Um jovem de 19 anos foi condenado a seis anos e nove meses de prisão no Reino Unido depois de atropelar mortalmente uma mulher de 86 anos com uma bicicleta elétrica ilegal e abandonar o local sem prestar assistência.

Um jovem de 19 anos foi condenado
Jovem condenado por matar idosa com bicicleta elétrica ilegal © Northumbria Police/PA

Billy Stokoe colidiu com Gloria Stephenson, de 86 anos, numa passadeira em Sunderland, no dia 16 de maio do ano passado. A vítima passeava o cão da filha e cumpria a sua rotina diária de caminhada quando foi atingida violentamente pela bicicleta elétrica.

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A idosa acabou por morrer no local devido à gravidade dos ferimentos.

O caso foi julgado no Tribunal da Coroa de Newcastle, onde o arguido admitiu o crime de homicídio por condução perigosa.

Bicicleta elétrica era ilegal e apresentava falhas mecânicas

Durante o julgamento, o tribunal ouviu que a bicicleta Sur-Ron conduzida por Billy Stokoe não estava autorizada para circulação na via pública e apresentava vários problemas de segurança.

Segundo a acusação, apenas o travão esquerdo funcionava corretamente. Além disso, o jovem seguia com um telemóvel na mão no momento do impacto e não tentou travar antes de atingir a vítima.

Os testes realizados após o acidente revelaram ainda que o arguido conduzia sob o efeito de cannabis, ultrapassando os limites legais permitidos.

Um perito responsável pela análise do veículo concluiu que qualquer condutor cuidadoso perceberia facilmente que a bicicleta não reunia condições mínimas de segurança para circular na estrada.

Arguido abandonou o local enquanto vítima agonizava

Após o atropelamento, Billy Stokoe não permaneceu no local para prestar auxílio. Em vez disso, dirigiu-se à casa de um amigo para mudar de roupa e esconder a bicicleta enquanto Gloria Stephenson permanecia gravemente ferida na estrada.

A atitude do jovem gerou forte indignação entre os familiares da vítima, que criticaram duramente a ausência de remorsos demonstrada após o acidente.

Durante a audiência, uma das filhas de Gloria Stephenson afirmou que a mãe “não teve qualquer hipótese” perante a velocidade e violência do impacto.

Lisa Tench dirigiu-se diretamente ao arguido em tribunal, recordando que ele conduzia uma bicicleta ilegal, em excesso de velocidade, sob o efeito de drogas e distraído com o telemóvel.

Segundo os familiares, a violência da colisão projetou o corpo da vítima vários metros para longe da passadeira, causando ferimentos fatais.

Família recorda vítima como mulher ativa e “Glamorous Gloria”

Gloria Stephenson foi descrita pela família como uma mulher ativa, saudável e cheia de energia, apesar da idade avançada.

A filha mais velha, Julie Francis, afirmou em tribunal que a mãe ainda tinha “muitos anos de vida pela frente” e mantinha uma personalidade vibrante e sociável.

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Conhecida entre familiares e amigos como “Glamorous Gloria”, a vítima foi lembrada não apenas pela elegância, mas também pelos fortes princípios morais e pela dedicação à família.

As declarações emocionadas das filhas marcaram a sessão de julgamento e evidenciaram o impacto devastador provocado pela morte da idosa.

Tribunal reconheceu remorsos, mas destacou gravidade do caso

A defesa alegou que Billy Stokoe demonstrava arrependimento profundo e sofrimento psicológico após o acidente.

Segundo a advogada do arguido, o jovem afirmou que lamentaria o sucedido “para o resto da vida” e reconheceu que jamais esperava ser perdoado.

O tribunal ouviu ainda que o jovem sofre de perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA) e possui um quociente de inteligência de 66.

Uma avaliação psicológica revelou também que Billy Stokoe continuou a consumir cannabis após o atropelamento para conseguir dormir e que sofria de episódios de stress e flashbacks relacionados com o acidente.

Apesar disso, o juiz Robert Adams sublinhou a extrema gravidade da conduta do arguido, considerando que as consequências do caso o acompanharão para sempre.

Polícia reforça alerta sobre uso perigoso de bicicletas elétricas

Após a sentença, a Polícia de Northumbria apelou à população para denunciar condutores de bicicletas elétricas que circulem de forma perigosa.

O superintendente Billy Mulligan afirmou que muitos destes comportamentos são conhecidos pelas comunidades locais antes de ocorrerem tragédias semelhantes.

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As autoridades britânicas garantiram ainda que continuarão a intensificar o combate à condução ilegal e perigosa de bicicletas elétricas, sobretudo entre jovens.

Nos últimos anos, o aumento da utilização de e-bikes no Reino Unido tem levantado preocupações relacionadas com segurança rodoviária, utilização de veículos modificados e circulação ilegal em vias públicas.

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