Moçambique recebe milhões para travar crises sanitárias

Moçambique vai receber cerca de 17 milhões de dólares, equivalentes a 14,5 milhões de euros, do Fundo Pandémico para reforçar a capacidade de resposta às emergências de saúde pública associadas a fenómenos climáticos extremos. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde moçambicano, Ussene Isse, durante a Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.

Médico segura estetoscópio
Moçambique recebe milhões para travar crises sanitárias © Online Marketing na Unsplash

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Segundo o governante, o país enfrenta desafios constantes provocados por ciclones, cheias e períodos de seca, situações que têm impacto direto na saúde pública e aumentam a necessidade de uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades sanitárias.

O financiamento será utilizado na elaboração de um plano operacional destinado à implementação das medidas previstas no âmbito do apoio concedido pelo Fundo Pandémico, mecanismo internacional criado após a pandemia da covid-19 para fortalecer a segurança sanitária global.

Reconhecimento internacional da capacidade de resposta moçambicana

De acordo com Ussene Isse, a escolha de Moçambique para beneficiar deste apoio representa também um reconhecimento internacional dos progressos alcançados pelo país no controlo de emergências de saúde pública, bem como no reforço da capacidade de resposta a surtos e epidemias.

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O Fundo Pandémico é gerido pelas Nações Unidas e pela Fundação Suíça Filantropia, tendo como principal objetivo apoiar países vulneráveis no desenvolvimento de sistemas de saúde mais resilientes perante futuras crises sanitárias.

Governo aposta em plano único para otimizar recursos na saúde

Além do reforço financeiro internacional, o Governo moçambicano pretende avançar com uma estratégia de planificação integrada para o setor da saúde, numa tentativa de maximizar os recursos disponíveis num contexto de redução global do financiamento.

No início de abril, Ussene Isse defendeu, em Maputo, a criação de um plano único para a saúde, acompanhado de um orçamento e de mecanismos de monitorização comuns, envolvendo diferentes intervenientes, incluindo organizações da sociedade civil.

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Segundo o ministro, esta abordagem permitirá reduzir a duplicação de intervenções e melhorar a distribuição de recursos entre os níveis distrital, provincial e central, promovendo um acesso mais eficiente aos serviços de saúde em todo o país.

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