Moçambique fecha portas a 16 importações e aposta no nacional

O Governo de Moçambique aprovou restrições temporárias à importação de 16 produtos, entre os quais cerveja, carne, água engarrafada, arroz, trigo e milho, numa medida que visa fortalecer a produção interna, poupar divisas e promover o consumo de bens nacionais. A decisão foi tornada pública através de um aviso do Ministério da Economia.

Barco de importações. Moçambique fecha portas a 16 importações e aposta no nacional
Moçambique fecha portas a 16 importações e aposta no nacional © Freepik

Medida visa reforçar a produção e poupar divisas

De acordo com o Ministério da Economia, a suspensão da importação destes produtos, válida “até nova comunicação”, tem como objectivo responder ao crescimento da capacidade produtiva nacional, apoiar indústrias emergentes e estimular o mercado interno. O Governo recomenda igualmente aos cidadãos e agentes económicos que privilegiem o consumo de produtos fabricados no país.

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As restrições enquadram-se numa estratégia mais ampla de salvaguarda da posição externa de Moçambique, procurando assegurar que as divisas disponíveis sejam prioritariamente canalizadas para a importação de bens e serviços considerados essenciais.

Lista de produtos abrangidos pelas restrições

Entre os produtos sujeitos a limitações quantitativas, cujos moldes e volumes não foram especificados, encontram-se carnes e miudezas comestíveis de aves, arroz e açúcar não acondicionados para venda a retalho, óleo de palma alimentar refinado, água engarrafada, bebidas gaseificadas, massas alimentícias, sal e cloreto de sódio, cimento Portland, tijoleira, farinha de milho, cerveja, mobiliário de madeira e metálico, produtos de papel e cartão, bebidas não alcoólicas e refrigerantes, bem como trigo e milho em grão.

Açougue
Lista de produtos abrangidos pelas restrições © Freepik

O Governo já tinha anunciado, a 16 de Dezembro, a intenção de limitar a importação de vários destes bens, na sequência de uma reunião do Conselho de Ministros realizada em Maputo, onde foi aprovado o decreto que estabelece as regras para as restrições quantitativas temporárias.

Enquadramento económico e compromissos internacionais

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, a medida pretende tornar mais competitiva a indústria moçambicana, incentivar a substituição de importações não essenciais e contribuir para a estabilidade macroeconómica do país. O Executivo espera ainda que a decisão reforce a base produtiva doméstica e estimule o aumento da produção e do consumo de produtos nacionais.

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O Governo sublinha que esta política económica respeita os princípios da proporcionalidade, temporalidade e não discriminação, estando alinhada com as obrigações multilaterais assumidas por Moçambique no âmbito do comércio internacional.

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